terça-feira, 19 de maio de 2026
Operação AgroPix

Megaoperação da Polícia Civil combate golpes virtuais e crimes financeiros em Goiás e outros Estados

Polícia Civil de Goiás cumpre mais de 180 medidas judiciais e bloqueia R$ 4,2 milhões durante ofensiva contra organização criminosa

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 19 de maio de 2026
operação
Divulgação/PCGO

A Polícia Civil do Estado de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (19), a Operação AgroPix para desarticular um grupo criminoso investigado por aplicar fraudes eletrônicas e golpes bancários contra produtores rurais e vítimas em diferentes estados do país. A ação, coordenada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde, ocorre simultaneamente em Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e no Distrito Federal.

Ao todo, os policiais cumprem mais de 180 medidas judiciais, entre mandados de prisão temporária, buscas e apreensões domiciliares, além do bloqueio de mais de R$ 4,2 milhões em bens e valores ligados às investigações. Segundo a polícia, a operação faz parte de uma força-tarefa que reúne seis ações simultâneas conduzidas por delegacias especializadas da corporação.

Golpe da “mão fantasma” causou prejuízo milionário

As investigações apontam que o grupo atuava principalmente por meio do golpe conhecido como “mão fantasma”, modalidade de fraude eletrônica em que criminosos conseguem acesso remoto aos dispositivos das vítimas para realizar transferências bancárias e movimentações financeiras sem autorização.

De acordo com a Polícia Civil, uma das vítimas é um produtor rural de Rio Verde, que sofreu prejuízo milionário após cair no esquema criminoso. Além das fraudes bancárias, os investigados também respondem por crimes como estelionato virtual, organização criminosa, associação para o tráfico, ocultação de valores e roubo majorado.

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Operação mobiliza unidades especializadas em vários estados

A ofensiva mobiliza equipes especializadas da Polícia Civil em diferentes regiões do país e reforça o trabalho integrado entre as forças de segurança. Segundo a corporação, as ações simultâneas demonstram a capacidade operacional da PCGO no combate a crimes cibernéticos, organizações criminosas e lavagem de dinheiro.

O delegado Matheus Dutra é o responsável pelos atendimentos à imprensa e deve apresentar detalhes da investigação ao longo do dia. Até o momento, a polícia não divulgou o número total de presos nem os nomes dos investigados envolvidos no esquema criminoso.

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