quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Golpe do falso gerente bancário volta a crescer após relato de influenciadora nas redes sociais

Vídeo publicado por Rárika Acler reacendeu alerta sobre fraudes financeiras praticadas com engenharia social

Micael Mourapor Micael Moura em 20 de maio de 2026
Golpe
Foto: Divulgação

O golpe do falso gerente bancário voltou a ganhar repercussão nas redes sociais após a influenciadora Rárika Acler publicar um vídeo relatando ter sido vítima da fraude. O conteúdo viralizou e reacendeu o alerta sobre o aumento de crimes financeiros praticados por meio de engenharia social.

No vídeo, a influenciadora afirma que acreditou estar falando com funcionários do banco e acabou seguindo orientações repassadas pelos criminosos durante o contato.

“Eu achei que realmente estava falando com o banco”, declarou Rárika Acler em trecho publicado nas redes sociais.

Segundo a Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias (ABRADEB), os golpistas utilizam estratégias cada vez mais sofisticadas para convencer as vítimas de que estão em contato com canais oficiais das instituições financeiras.

“O golpe do falso gerente cresce justamente porque os criminosos conseguem manipular emocionalmente as vítimas, criando sensação de urgência, medo e pressão psicológica durante as ligações”, explicou Raimundo Nonato, presidente da ABRADEB.

De acordo com a entidade, entre as práticas mais utilizadas pelos criminosos estão falsas centrais telefônicas, envio de links fraudulentos, pedidos de transferências bancárias, atualizações cadastrais e supostos bloqueios de segurança nas contas.

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“A principal orientação é nunca realizar transferências, compartilhar senhas ou seguir procedimentos passados por telefone sem confirmar diretamente com o banco pelos canais oficiais”, alertou Raimundo Nonato.

A ABRADEB também destacou que relatos publicados nas redes sociais ajudam a ampliar a conscientização sobre os golpes digitais, especialmente diante do aumento das fraudes bancárias envolvendo falsidade ideológica e manipulação psicológica.

“O relato da influenciadora mostra como qualquer pessoa pode ser vítima desse tipo de crime. Muitas vezes os golpistas possuem informações pessoais da vítima, simulam protocolos reais e utilizam técnicas sofisticadas para gerar confiança”, concluiu o presidente da entidade.

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