quarta-feira, 20 de maio de 2026
Operação PCGO

Polícia de Goiás lidera operação contra grupo acusado de causar prejuízo milionário com fraudes

Operação Scam cumpriu mandados em quatro estados e investiga esquema que causou prejuízo superior a R$ 2,5 milhões

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 20 de maio de 2026
Polícia
Divulgação/PCGO

A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (20) a Operação Scam, coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), para combater uma associação criminosa interestadual suspeita de aplicar golpes envolvendo veículos automotores e maquinários pesados.

A investigação aponta que o grupo causou prejuízo superior a R$ 2,5 milhões às vítimas. Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária nos estados de Rondônia, Pernambuco e Distrito Federal.

Segundo a Polícia Civil, dois investigados foram presos em Rondônia, um em Pernambuco e outro no Distrito Federal. A ação contou com apoio das polícias civis dos estados envolvidos, em uma operação simultânea e coordenada.

Leia mais: Polícia investiga grupo que movimentou mais de R$ 4,8 milhões em fraudes bancárias em Goiás e outros Estados

Grupo usava empresas de fachada para aplicar golpes

De acordo com as investigações, a organização criminosa utilizava contratos de locação fraudulentos para obter veículos e equipamentos de alto valor sob aparência de legalidade. Para isso, os suspeitos criavam empresas de fachada e apresentavam documentação aparentemente regular para convencer as vítimas.

Após a retirada dos bens, os rastreadores eram desligados propositalmente e os equipamentos eram levados rapidamente para outros estados. A polícia identificou ainda o uso de documentos fiscais adulterados para dificultar o rastreamento e esconder o destino real das cargas.

As apurações apontam que o grupo atuava dividido em dois núcleos. Um deles era responsável pela captação fraudulenta dos veículos e maquinários em Goiás e estados vizinhos. O outro ficava encarregado de receber, redistribuir e comercializar ilegalmente os equipamentos.

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha também utilizava notas fiscais e contratos adulterados, com dados falsificados de chassis, para lavar e ocultar a origem dos bens furtados.

Entre os equipamentos subtraídos estão sete veículos automotores e quatro máquinas pesadas, incluindo motoniveladora, pá carregadeira, retroescavadeira e escavadeira hidráulica. As vítimas foram identificadas em municípios de Goiás e da Bahia.

Parte dos veículos e maquinários já foi recuperada durante as investigações, inclusive no estado de Rondônia. A Polícia Civil segue apurando a participação de outros envolvidos e a possível atuação do grupo em novos estados.

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