Bebê de 50 dias tem braços e clavículas quebrados, em Morrinhos; pai está preso
Criança deu entrada no hospital da cidade, mas foi transferida para Goiânia; mãe chegou a ser presa, mas está solta
A Polícia Civil investiga o caso em que uma bebê de aproximadamente 50 dias tenha sido vítima de maus-tratos, em Morrinhos, no sul do Estado. A criança deu entrada no hospital municipal da saúde com várias fraturas nos braços e nas clavículas, além de inchaços pelo corpo. O pai foi preso em flagrante. A mãe também chegou a ser detida, mas foi posteriormente solta.
Diante da gravidade das lesões, a menina foi transferida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Algumas das fraturas exigiriam atendimento cirúrgico, que não poderia ser realizado na unidade de Morrinhos.
Os nomes dos investigados e da criança não foram divulgados. Por isso, não foi possível localizar a defesa do casal nem obter informações atualizadas sobre o estado de saúde da bebê.
Médicos acionaram Conselho Tutelar e Polícia Militar
Segundo a diretoria do hospital municipal, a criança foi levada à unidade pelo pai, dentro de um carrinho. Ele teria informado que a menina estava chorosa e aparentava sentir dor. Durante o atendimento na recepção, um profissional percebeu que a bebê apresentava um inchaço na região do ombro. Ela passou por um exame de raio-X, que constatou fraturas nas duas clavículas, nos dois úmeros, nos dois rádios e nas duas ulnas. Úmero, rádio e ulna são ossos que compõem os braços.
A idade da menina e a quantidade de fraturas chamaram a atenção da equipe médica. O Serviço Social do hospital foi acionado e comunicou a situação ao Conselho Tutelar e à Polícia Militar.
Bebê foi transferida para o Hugol
A bebê foi encaminhada ao Hugol no mesmo dia em que deu entrada no Hospital Municipal de Morrinhos. Conforme a direção da unidade, a transferência foi necessária porque algumas das lesões demandavam intervenção cirúrgica.
O delegado Fabiano Jacomelis, responsável pelo caso, informou que o homem preso foi quem registrou a criança após o nascimento. Segundo o delegado, o pai biológico da bebê ainda não havia sido ouvido até a última atualização do caso.
O casal foi autuado em flagrante sob suspeita de maus-tratos devido às lesões encontradas na criança e às versões divergentes apresentadas às autoridades.
Versões diferentes
De acordo com o delegado, o homem afirmou inicialmente à equipe do hospital que a bebê estava chorando muito e que havia ficado sob os cuidados de outras crianças. Depois que a polícia foi acionada, ele teria apresentado outra versão. O homem disse que viajou com a companheira para Mato Grosso e permaneceu fora por aproximadamente 13 dias. Durante esse período, a menina teria ficado aos cuidados de uma terceira pessoa.
A mãe da bebê, entretanto, afirmou que o casal ficou fora durante apenas dois dias. Conforme o delegado, os dois forneceram somente o nome da pessoa que supostamente teria cuidado da criança, sem apresentar endereço, telefone ou outras informações que permitissem sua localização.
A Polícia Civil realizará diligências para identificar e localizar essa terceira pessoa, além de esclarecer quando, como e por quem as fraturas foram provocadas. O casal continua sendo investigado.
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