Trump diz que acordo com Irã precisa ser “ótimo e significativo”
O republicano afirma que o acordo de paz será significativo para Washington ou “não haverá acordo algum” com Teerã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso sobre as negociações com o Irã e afirmou nesta segunda-feira (25) que só aceitará um acordo “excelente” para os interesses norte-americanos. A declaração foi publicada nas redes sociais em meio às tentativas diplomáticas para encerrar a guerra iniciada no Oriente Médio no fim de fevereiro.
O republicano criticou o acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama e atacou adversários do Partido Democrata. Segundo ele, um eventual entendimento com Teerã será “ótimo e significativo” ou “não haverá acordo algum”.
O republicano afirmou que não repetirá o modelo do acordo conhecido como JCPOA, classificado por ele como um “desastre” que teria facilitado o avanço nuclear iraniano. A manifestação marca mais uma mudança de tom do presidente em poucos dias. No sábado (23), Trump disse acreditar que um acordo estava próximo.
Teerã e governo Trump minimizam avanço das negociações
Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, reconheceu nesta segunda-feira que houve avanços parciais nas conversas com Washington, mas negou que um acordo esteja perto de ser concluído.
Segundo Baghaei, ainda “não há nenhuma garantia de que os Estados Unidos cumprirão seus compromissos”. Ele também afirmou que o programa nuclear iraniano permanece fora das discussões neste momento e reiterou que Teerã exige o encerramento completo da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, antes de avançar sobre temas nucleares.
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O representante iraniano criticou ainda as constantes mudanças de posicionamento da Casa Branca. De acordo com ele, declarações contraditórias dificultam o andamento das tratativas diplomáticas.
Além de Teerã, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou em Nova Déli que Washington continuará apostando na diplomacia antes de avaliar “alternativas”. Segundo Rubio, “há uma proposta bastante sólida em relação à capacidade do Irã de abrir o Estreito, conseguir a abertura do Estreito, iniciar uma negociação real, significativa e com prazo determinado sobre a questão nuclear”.