quarta-feira, 27 de maio de 2026
Denúncia

Mãe denuncia suposta agressão contra filho de 3 anos dentro de CMEI em Goiânia

Caso é investigado pela DPCA; família afirma que direção da unidade não liberou gravações das câmeras internas

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 27 de maio de 2026
Filho
Reprodução

Uma denúncia de suposta agressão dentro do CMEI Hugo de Moraes, em Goiânia, mobiliza familiares e autoridades após uma mãe relatar que o filho, de apenas 3 anos, teria sido machucado por uma servidora da unidade escolar. O caso é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Segundo a mãe, a criança apresentou marcas no pescoço e relatou que era puxada pela profissional após deixar o lençol cair no chão durante o período em que permanecia no CMEI. A situação levou a família a procurar atendimento médico e registrar boletim de ocorrência.

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Após a repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que afastou a auxiliar de atividades educativas citada na denúncia e abriu sindicância para apurar os fatos.

Em nota, a pasta afirmou que ouviu a mãe da criança e a servidora mencionada no caso. “A Secretaria aguarda a conclusão das investigações pelas autoridades competentes e se coloca à disposição para colaborar integralmente com a apuração”, informou.

Apesar do afastamento da funcionária, a mãe da criança Sara Lalesca afirma que ainda tenta conseguir acesso às imagens das câmeras de monitoramento da unidade, que, segundo ela, registraram as supostas agressões.“Meu filho foi agredido dentro do CMEI. A  diretoria trancou o DVR e se recusou a me entregar as imagens das câmeras”, afirmou nas redes sociais.

A mulher também relatou dificuldades ao procurar a Polícia Civil para pedir a preservação urgente das gravações. Segundo ela, o delegado responsável informou que não solicitaria as imagens enquanto o laudo do Instituto Médico Legal (IML) não estivesse concluído.

“Ele falou que não vai pedir as imagens porque o laudo do IML não está assinado. Mas no IML já existe uma prévia do documento enviada para a DPCA”, disse.

A mãe afirma ainda que se sentiu destratada durante o atendimento na delegacia. “Eu esperava pelo menos uma conversa e um esclarecimento. Estou assustada e agora não sei nem em quem confiar”, declarou.

Segundo a família, a denúncia também foi encaminhada ao Ministério Público de Goiás. A investigação segue em andamento e a família aguarda a preservação das imagens que podem ajudar a esclarecer o caso.

Segundo a mãe, até o momento a Secretaria Municipal de Educação não teria feito contato direto com ela após a repercussão do caso.

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