segunda-feira, 3 de agosto de 2026
ONDA DE VIOLÊNCIA

Confrontos deixam 52 mortos na Colômbia às vésperas das eleições

A disputa entre as facções dissidentes das Farc ocorre dias antes das eleições presidenciais marcadas para domingo (31)

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 28 de maio de 2026 às 19:37
colombia
Ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez (Foto: Reprodução/ @PedroSanchezCol)

Os confrontos entre facções dissidentes das Forças Armadas ‌Revolucionárias da Colômbia (Farc) deixaram ao menos 52 mortos no sudeste do país, segundo a CNN Brasil, com informações de um comunicado divulgado nesta quinta-feira (28) por um dos grupos envolvidos nos combates.

A disputa ocorre em uma região estratégica para a produção e o tráfico de cocaína, dias antes das eleições presidenciais marcadas para domingo (31).

Os embates aconteceram em áreas de selva do departamento de Guaviare, nas proximidades da vila de Barranco Colorado, e são considerados os mais violentos registrados nos últimos meses no país.

Os confrontos envolveram integrantes da dissidência liderada por Néstor Gregório Vera, conhecido como Iván Mordisco, e o grupo comandado por Alexandre Díaz Mendoza, chamado de Calarcá Córdoba. As duas facções disputam o controle territorial e os lucros obtidos com o narcotráfico e a mineração ilegal em áreas isoladas da Colômbia.

 

Leia mais: Colombianos vão às urnas essa semana em meio a onda de violência

 

Colômbia mobiliza operação em meio a escalada

O ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, confirmou nas redes sociais que houve combates na região. O Exército também reconheceu as operações armadas, mas não divulgou balanço oficial de mortos ou feridos. Sánchez afirmou que tropas foram deslocadas para proteger moradores da área afetada pelos confrontos.

A escalada da violência ocorre em meio à mobilização nacional para garantir a segurança das eleições presidenciais. Segundo o ministro, cerca de 408 mil integrantes das forças de segurança foram posicionados em diferentes regiões do país. O esquema inclui aeronaves, embarcações, drones, sistemas antidrones e veículos blindados.

Em entrevista à emissora Noticias Caracol, Pedro Sánchez afirmou que o processo eleitoral colombiano exige atenção especial diante da atuação de grupos armados ilegais. “Fazer eleições na Colômbia não é o mesmo que fazê-las na Suíça (…) existem riscos à democracia, isso não deve ser ignorado”, declarou.

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