sexta-feira, 29 de maio de 2026
ONDA DE VIOLÊNCIA

Confrontos deixam 52 mortos na Colômbia às vésperas das eleições

A disputa entre as facções dissidentes das Farc ocorre dias antes das eleições presidenciais marcadas para domingo (31)

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 28 de maio de 2026
colombia
Ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez (Foto: Reprodução/ @PedroSanchezCol)

Os confrontos entre facções dissidentes das Forças Armadas ‌Revolucionárias da Colômbia (Farc) deixaram ao menos 52 mortos no sudeste do país, segundo a CNN Brasil, com informações de um comunicado divulgado nesta quinta-feira (28) por um dos grupos envolvidos nos combates.

A disputa ocorre em uma região estratégica para a produção e o tráfico de cocaína, dias antes das eleições presidenciais marcadas para domingo (31).

Os embates aconteceram em áreas de selva do departamento de Guaviare, nas proximidades da vila de Barranco Colorado, e são considerados os mais violentos registrados nos últimos meses no país.

Os confrontos envolveram integrantes da dissidência liderada por Néstor Gregório Vera, conhecido como Iván Mordisco, e o grupo comandado por Alexandre Díaz Mendoza, chamado de Calarcá Córdoba. As duas facções disputam o controle territorial e os lucros obtidos com o narcotráfico e a mineração ilegal em áreas isoladas da Colômbia.

 

Leia mais: Colombianos vão às urnas essa semana em meio a onda de violência

 

Colômbia mobiliza operação em meio a escalada

O ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, confirmou nas redes sociais que houve combates na região. O Exército também reconheceu as operações armadas, mas não divulgou balanço oficial de mortos ou feridos. Sánchez afirmou que tropas foram deslocadas para proteger moradores da área afetada pelos confrontos.

A escalada da violência ocorre em meio à mobilização nacional para garantir a segurança das eleições presidenciais. Segundo o ministro, cerca de 408 mil integrantes das forças de segurança foram posicionados em diferentes regiões do país. O esquema inclui aeronaves, embarcações, drones, sistemas antidrones e veículos blindados.

Em entrevista à emissora Noticias Caracol, Pedro Sánchez afirmou que o processo eleitoral colombiano exige atenção especial diante da atuação de grupos armados ilegais. “Fazer eleições na Colômbia não é o mesmo que fazê-las na Suíça (…) existem riscos à democracia, isso não deve ser ignorado”, declarou.

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