Khloé Kardashian é criticada após admitir cirurgia que remove garras de gatos
Procedimento, considerado mutilador por especialistas e proibido em diversos países, voltou ao centro do debate sobre bem-estar animal após declaração da empresária
A empresária e celebridade Khloé Kardashian tornou-se alvo de críticas nas redes sociais após revelar que submeteu seus gatos de estimação à onicectomia, cirurgia que remove as garras dos felinos. A declaração reacendeu discussões sobre bem-estar animal e os limites das intervenções realizadas em pets por conveniência dos tutores.
A revelação foi feita durante um episódio de seu podcast, quando a empresária contou que decidiu realizar o procedimento após receber orientações equivocadas e sem compreender totalmente as consequências para os animais. Segundo ela, era a primeira vez que convivia com gatos e desconhecia a gravidade da cirurgia.
Khloé também afirmou que se arrependeu da decisão ao notar mudanças no comportamento dos felinos após a intervenção. De acordo com seu relato, os animais passaram a apresentar sinais de desconforto e alterações comportamentais, o que levou muitos internautas a condenarem a prática.
O que é a onicectomia?
Diferentemente do simples corte de unhas, a onicectomia consiste na amputação da última falange dos dedos dos gatos, removendo permanentemente as garras. O procedimento é considerado por especialistas uma cirurgia invasiva e pode causar consequências físicas e emocionais duradouras.
Veterinários alertam que a remoção das garras pode provocar dores crônicas, dificuldades de locomoção, alterações posturais, perda de equilíbrio e mudanças comportamentais, incluindo aumento da ansiedade e da agressividade.
As garras desempenham papel fundamental na vida dos gatos. Elas são utilizadas para defesa, escalada, alongamento muscular, marcação territorial e interação com o ambiente. A retirada dessas estruturas interfere diretamente no comportamento natural da espécie.
Prática é proibida em vários países
A cirurgia é proibida ou severamente restrita em diversos países, incluindo Portugal, Reino Unido, Austrália e grande parte das nações europeias.
No Brasil, procedimentos considerados mutilatórios sem finalidade terapêutica são amplamente condenados por entidades ligadas à medicina veterinária e à proteção animal. Especialistas defendem que alternativas como arranhadores, enriquecimento ambiental e corte regular das unhas são formas mais seguras e éticas de evitar danos a móveis e objetos.
Debate ganhou força nas redes
Após a repercussão da declaração, milhares de usuários manifestaram indignação nas redes sociais. Comentários classificando a prática como “cruel”, “desumana” e “mutiladora” dominaram as discussões sobre o caso.
A polêmica também serviu para ampliar campanhas de conscientização sobre os cuidados necessários antes da adoção de animais domésticos. Organizações de proteção animal reforçaram a importância de buscar orientação profissional e compreender as necessidades comportamentais dos pets antes de optar por qualquer procedimento permanente.