Planalto aposta em encontro entre Lula e Trump durante cúpula do G7 na França
Reunião entre os líderes é vista como oportunidade para discutir tensões comerciais após novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos
Integrantes do governo federal trabalham com a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenham um encontro durante a cúpula do G7, marcada para ocorrer entre os dias 15 e 17 de junho, em Evian, na França. A participação de Lula no evento foi confirmada nesta quarta-feira (3), após convite feito pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
Embora o Brasil não integre oficialmente o grupo formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão, Lula tem participado das reuniões desde o início de seu atual mandato. Nos bastidores, a possibilidade de uma conversa com Trump ganha relevância diante do recente agravamento das disputas comerciais entre Brasília e Washington.
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A tensão aumentou após autoridades norte-americanas divulgarem relatórios que propõem novas tarifas sobre produtos brasileiros. Um dos documentos sugere uma sobretaxa de 25% sob a alegação de práticas que restringiriam o comércio com os Estados Unidos. Já uma segunda investigação concluiu que o Brasil estaria entre os países que não teriam adotado medidas suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, resultando na proposta de uma tarifa adicional de 12,5%.
Caso ambas as medidas sejam implementadas, a carga tarifária sobre produtos brasileiros poderá alcançar 37,5%. O tema foi abordado por Lula durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto. Na ocasião, o presidente voltou a fazer críticas à postura de integrantes do governo norte-americano, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio. O possível encontro entre Lula e Trump é visto pelo governo brasileiro como uma oportunidade para tratar diretamente das divergências comerciais e buscar reduzir o impacto das medidas sobre as exportações nacionais.