quinta-feira, 2 de julho de 2026
POLÍTICA

Celina prevê economia de R$ 1 bilhão com ocupação do Centrad e promete fim dos aluguéis do GDF

Governadora detalha plano de transferência de secretarias para o Centro Administrativo do DF e afirma que medida vai reduzir gastos, descentralizar serviços e impulsionar o desenvolvimento de Taguatinga

Jéssica Nascimentopor Jéssica Nascimento em 9 de junho de 2026
Celina prevê economia de R$ 1 bilhão com ocupação do Centrad e promete fim dos aluguéis do GDF
Em até 90 dias, 31% do CAD-DF estará ocupado, anuncia governadora Celina Leão Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta terça-feira (09) que a ocupação gradual do Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), conhecido como Centrad, deverá gerar uma economia de aproximadamente R$ 1 bilhão aos cofres públicos ao longo dos próximos cinco anos. O valor corresponde, principalmente, à redução dos gastos com aluguéis de imóveis atualmente utilizados por órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF).

Durante coletiva de imprensa no Palácio do Buriti, Celina detalhou o plano de transferência das estruturas administrativas para o complexo localizado em Taguatinga e classificou a medida como uma das decisões mais importantes da atual gestão.

“Sempre achei que a gente devia ocupar o CAD-DF. É uma questão de respeito ao brasiliense. Temos um espaço desse tamanho e continuamos pagando aluguel”, afirmou.

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A ocupação ocorrerá de forma gradual e deve começar nos próximos 90 dias. Nesta primeira etapa, cerca de 31% da capacidade do empreendimento será utilizada. Entre os órgãos que iniciarão a mudança estão a Secretaria de Obras, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a Secretaria de Meio Ambiente, a Casa Militar, a Casa Civil e o gabinete da própria governadora.

Segundo o governo, serão investidos aproximadamente R$ 1,8 milhão em adequações estruturais em cada um dos cinco blocos que serão ocupados inicialmente. De acordo com Celina, o complexo apresenta boas condições de conservação e demanda apenas ajustes pontuais para receber os servidores.

A expectativa do Executivo é eliminar completamente as despesas com locação de imóveis ao longo dos próximos anos. Apesar da mudança, o Palácio do Buriti continuará funcionando como sede institucional do governo.

“Com a ocupação integral, teremos mais eficiência administrativa. É uma decisão histórica”, destacou a governadora.

Projeto começou anos atrás e volta a ser prioridade

A ocupação do Centro Administrativo voltou ao centro das discussões do GDF ainda no início da gestão Celina Leão. O complexo foi concebido para concentrar órgãos públicos em um único espaço e reduzir despesas administrativas, mas permaneceu anos sem utilização plena em meio a entraves jurídicos, administrativos e debates sobre mobilidade urbana.

Nos últimos meses, o governo passou a defender a retomada do projeto como parte da estratégia de modernização da máquina pública e descentralização das estruturas administrativas, atualmente concentradas na região central de Brasília.

Para viabilizar a mudança, o GDF concluiu recentemente a emissão do Relatório de Impacto de Trânsito (RIT) referente à ocupação inicial de 31% do empreendimento, etapa que permitiu a obtenção do Habite-se necessário para utilização dos prédios.

Obras de mobilidade devem acompanhar mudança

Além da transferência dos órgãos públicos, o governo aposta que a ocupação do Centrad ajudará a impulsionar o desenvolvimento econômico de Taguatinga e das regiões vizinhas, como Ceilândia.

Para absorver o aumento no fluxo de servidores e usuários, o GDF informou que um novo Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) está em elaboração. O planejamento prevê investimentos em mobilidade, incluindo uma nova rodoviária ao lado do complexo administrativo, expansão do sistema metroviário, implantação de corredores de transporte coletivo e construção de novos viadutos.

“Tenho certeza de que isso vai desenvolver muito a região de Taguatinga e Ceilândia”, afirmou Celina.

Segundo a governadora, o projeto vai além da redução de despesas e representa uma mudança na forma como o governo se relaciona com a população, levando parte da estrutura administrativa para fora do Plano Piloto e aproximando os serviços públicos das regiões mais populosas do Distrito Federal.

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