Lula inicia campanha à reeleição em São Bernardo do Campo
Presidente abriu campanha à reeleição em São Bernardo do Campo com discurso sobre segurança pública, participação das mulheres e soberania nacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, abriu oficialmente a campanha eleitoral neste domingo (16) com um ato no Estádio Municipal 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, na região do Grande ABC, em São Paulo.
O local faz parte da trajetória política do petista e foi palco das greves dos metalúrgicos do ABC Paulista entre 1978 e 1980. Durante o evento, Lula discursou por cerca de 40 minutos diante de apoiadores e deu início à campanha em busca de um quarto mandato à frente da Presidência da República.
Entre os temas abordados, Lula afirmou, segundo informações da CNN, que pretende criar o Ministério da Segurança Pública caso seja aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, atualmente em análise no Senado Federal.
“Se a PEC for aprovada, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir a responsabilidade com estados e municípios, para libertar o povo prendendo todo mundo que acha que é dono de uma favela. Mas, para isso, preciso mudar a Constituição”, declarou.
O evento também contou com maior participação feminina no palco. A primeira-dama Janja da Silva e a candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro Benedita da Silva discursaram antes do presidente. Na convenção do PT realizada no início do mês, Lula havia criticado a ausência de mulheres no palanque.
Durante o discurso, o presidente relembrou a ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em 2017 e com quem foi casado por 43 anos. Lula afirmou que, após a morte da companheira, acreditou que sua vida havia terminado, até conhecer Janja.
O petista também direcionou parte da fala ao eleitorado feminino e voltou a tratar da violência contra as mulheres. “Mulheres desse país, não abaixem a cabeça nunca, porque nós homens precisamos aprender a responder vocês como companheiras e não como serviçais”, afirmou.
Lula também utilizou o ato para criticar adversários políticos e afirmou que pretende evitar o retorno da direita ao governo federal. “Enquanto for vivo, não vou parar de lutar e nem deixar que a direita volte a governar o país. Uma direita que é responsável pela morte de 400 mil pessoas da Covid por irresponsabilidade com a vacina”, declarou.
Outro tema abordado foi a exploração de minerais críticos e terras raras. Lula defendeu que o Brasil não se limite à exportação desses recursos e passe a dominar também as etapas de industrialização e transformação das matérias-primas.
“Pensar no futuro desse país é a gente pensar em escola em tempo integral. Pensar em futuro é pensar em como vamos explorar a riqueza de minerais críticos e terras raras, que estão no centro da disputa entre China e Estados Unidos”, afirmou.
Na sequência, o presidente defendeu que a exploração e a industrialização sejam feitas no próprio País. “Não quero que a Rússia, Estados Unidos ou China venham explorar. Nós queremos industrializar e transformar aqui. Por isso coloquei o Alckmin como ministro, para criar a Nova Indústria Brasil. Fazia anos que nossa indústria não crescia”, completou.
O tema da soberania nacional também apareceu nos discursos realizados antes da fala do presidente, em meio às discussões sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
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