segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Eleições 2026

Flávio Bolsonaro pede ao TSE cassação da chapa de Lula

Flávio leva ao TSE pedido para cassar chapa de Lula

Otavio Augustopor em
Flávio Bolsonaro pede ao TSE cassação da chapa de Lula
Foto: Divulgação

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, nesta segunda-feira (28), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na qual pede a cassação da chapa formada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). A campanha acusa integrantes do governo federal de abuso de poder político e econômico durante o período eleitoral.

A ação também inclui pedidos de inelegibilidade contra a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e integrantes da cúpula do Ministério da Cultura.

Segundo a petição, integrantes do governo teriam utilizado recursos públicos, servidores, canais oficiais de comunicação e estruturas do Ministério da Cultura em atividades que, na avaliação da defesa de Flávio, teriam beneficiado a campanha de Lula.

 

 

 

O pedido ainda será analisado pela Justiça Eleitoral. Portanto, as acusações apresentadas na ação não representam, neste momento, uma conclusão do TSE sobre a ocorrência de abuso de poder.

Ato com Janja é citado na ação

Um dos episódios apresentados pela campanha de Flávio ocorreu em 14 de setembro, durante uma transmissão virtual do movimento Cultura com Lula. O evento contou com a participação de Janja, Margareth Menezes e do secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares.

De acordo com a petição, Janja afirmou durante a transmissão que participava do ato como militante e convocou apoiadores a conversar com eleitores que ainda não haviam decidido o voto.

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Foto: Divulgação

A defesa de Flávio também menciona a divulgação de material eleitoral em grupos oficiais de mensagens administrados pelo Ministério da Cultura. Segundo a ação, a própria pasta reconheceu a publicação e informou que o conteúdo foi retirado posteriormente.

A campanha argumenta que o uso desses canais oficiais teria ultrapassado os limites da atuação institucional do ministério.

Recursos públicos e parceria com entidade entram na mira

Outro ponto citado na ação envolve o Coletivo Soylocoporti, organização relacionada ao Programa Nacional dos Comitês de Cultura. Conforme a petição, a entidade recebeu mais de R$ 5,7 milhões da União.

O documento também menciona um aditivo de R$ 1,02 milhão firmado pelo Ministério da Cultura em maio deste ano. A parceria teve ainda a execução prorrogada até fevereiro de 2027.

 

 

 

A equipe jurídica de Flávio sustenta que a estrutura do programa teria sido utilizada em benefício eleitoral. A acusação, porém, ainda será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A ação cita ainda a participação de Margareth Menezes em atividades de campanha. Outro ponto questionado é a manutenção de publicidade institucional durante o período eleitoral.

Petição também questiona cachê de Margareth

Os advogados de Flávio Bolsonaro também incluíram na ação um episódio envolvendo um cachê de R$ 290 mil recebido por Margareth Menezes para uma apresentação em um bloco de Carnaval na Bahia.

Segundo a petição, a empresa responsável pelo evento teria recebido recursos públicos por meio de mecanismos de incentivo à cultura e mantinha relação com programas administrados pelo Ministério da Cultura.

A defesa sustenta que a situação deve ser analisada pela Justiça Eleitoral por causa da relação entre o pagamento à ministra, a empresa responsável pelo evento e os mecanismos federais de incentivo cultural.

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Foto: Divulgação

A ação também menciona um aporte federal de R$ 12 milhões para o Carnaval do Rio de Janeiro. O tema, segundo a petição, já é discutido em outro processo eleitoral.

Flávio pede cassação da chapa Lula-Alckmin

Ao reunir os episódios, a equipe jurídica de Flávio afirma que teria ocorrido uso da estrutura pública em benefício eleitoral da candidatura de Lula. A defesa pede que o TSE investigue os fatos e determine a produção de documentos e outras provas.

Entre os pedidos apresentados estão a obtenção de documentos de instituições e entidades mencionadas na ação, além da remoção de eventuais publicações consideradas irregulares.

No fim, a campanha pede a cassação da chapa Lula-Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos investigados.

O TSE ainda não apresentou, nas informações consultadas, uma decisão de mérito sobre os fatos narrados na nova ação. A Corte já reconheceu os registros das chapas de Lula-Alckmin e Flávio Bolsonaro-Alfredo Gaspar para a eleição presidencial de 2026.

A ação apresentada nesta segunda-feira, portanto, inicia uma nova discussão judicial sobre os episódios apontados pela campanha de Flávio. O resultado dependerá da análise das provas e das manifestações das partes no processo.

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