quinta-feira, 18 de junho de 2026
Operação Vérnix

Deolane Bezerra e Marcola viram réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro

Influenciadora, líder do PCC e outras três pessoas vão responder à Justiça em processo que corre sob sigilo; defesa nega as acusações

Bruno Goulartpor Bruno Goulart em 18 de junho de 2026
Deolane Bezerra
Deolane Bezerra foi presa em casa no dia 21 de maio Foto: Reprodução/Instagram

A 3ª Vara de Presidente Venceslau aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e tornou réus a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital, o PCC. Eles vão responder pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além dos dois, também foram denunciados Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. O processo corre sob sigilo.

De acordo com a denúncia, parte dos acusados teria exercido função de liderança na organização criminosa, enquanto outros atuariam em etapas do esquema financeiro usado para esconder e movimentar dinheiro ilícito. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens de um dos envolvidos, apontado como operador de uma estrutura que teria usado uma transportadora como empresa de fachada.

Segundo o Ministério Público, o esquema envolvia depósitos fracionados, transferências por Pix, contas de terceiros e empresas interpostas para dificultar o rastreamento dos valores. As investigações tiveram como base mensagens de celulares, relatórios do Coaf, documentos bancários, comprovantes de depósitos e dados de operações anteriores.

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Deolane foi presa em maio, durante a Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro para o PCC, e está na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Já Marcola está preso na Penitenciária Federal de Brasília. Por outro lado, a defesa de Marcola e dos demais familiares denunciados nega as acusações.

Em nota, o advogado Bruno Ferullo afirmou que Marco Willians Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior estão em presídio federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, com severas restrições de contato, o que, segundo ele, tornaria inviável a participação nos fatos investigados. A defesa também disse que vínculo familiar não pode ser confundido com participação criminosa e que adotará todas as medidas cabíveis para contestar a denúncia. A defesa de Deolane não foi localizada pela Agência Brasil.

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