terça-feira, 23 de junho de 2026
ANIMAIS EM RISCO

Brasil inclui 180 e retira 150 espécies da lista de fauna ameaçada de extinção

Arara-azul-grande, bugio-preto e tamanduaí estão entre os animais incluídos na atualização; documento reúne 790 espécies ameaçadas e nove já extintas

Luana Avelarpor Luana Avelar em 23 de junho de 2026
extinção
Bugio-preto (Alouatta caraya) é uma das 180 espécies incluídas na atualização da Lista Nacional de Fauna Ameaçada de Extinção

O Brasil tem 790 espécies ou subespécies de animais ameaçadas de extinção. O número consta na versão mais recente da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, atualizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade após um ciclo de avaliações do estado de conservação de diferentes grupos de animais.

A revisão resultou na inclusão de 180 espécies ou subespécies e na retirada de outras 150 em relação à versão anterior, publicada em 2022. Entre os animais que passaram a integrar a lista estão a arara-azul-grande, reclassificada na categoria Vulnerável, o bugio-preto e o tamanduaí.

O documento também traz a Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies: seis aves, dois anfíbios e um mamífero, o roedor de Vespucci, que ocorria em Fernando de Noronha.

Quem está na lista

Os invertebrados terrestres formam o grupo mais numeroso entre as espécies ameaçadas, com 264 espécies ou subespécies. Em seguida aparecem as aves, com 242, os répteis, com 123, os mamíferos, com 102, e os anfíbios, com 59. As espécies foram classificadas nas categorias Vulnerável, Em Perigo, Criticamente em Perigo, Possivelmente Extinta e Extinta na Natureza.

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Instrumento de proteção

Para o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, a lista vai além do registro: abre caminho para políticas concretas. “A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação”, afirma.

O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destaca a escala do esforço. “Poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”, reforça.

A atualização foi construída em conjunto com a comunidade científica e organizações da sociedade civil. Os peixes e invertebrados aquáticos constam em outra lista, também atualizada em 2026 e divulgada em abril.

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