quinta-feira, 16 de julho de 2026
Eleições 2026

Haddad define Márcio França como vice em chapa ao governo de São Paulo

Composição foi oficializada nesta quinta-feira (25); Marina Silva e Simone Tebet disputarão as duas vagas ao Senado

Thiago Borgespor Thiago Borges em 25 de junho de 2026 às 19:51
Haddad define Márcio França como vice em chapa ao governo de São Paulo
Foto: Divulgação/PT

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, definiu o ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), como candidato a vice-governador na chapa que disputará as eleições deste ano. A composição foi anunciada na tarde desta quinta-feira (25).

As duas vagas ao Senado ficarão com as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A definição foi construída após reunião realizada na quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Após o encontro, Haddad afirmou, em publicação nas redes sociais, que os três aliados colocaram seus nomes à disposição para compor a chapa, deixando a decisão sob sua responsabilidade.

“Os três outros companheiros que compõem a chapa majoritária para o governo do Estado e Senado se colocaram à disposição para ocupar qualquer lugar na chapa e que o importante era a nossa coesão em torno de um projeto importante para São Paulo e para o Brasil, uma vez que o resultado aqui repercute nacionalmente”, disse Haddad em entrevista coletiva. O ex-ministro da Fazenda revelou que o convite para que Márcio fosse o candidato a vice-governador na chapa aconteceu pela manhã.

Nos últimos dias, a definição da chapa havia sido alvo de negociações entre os partidos aliados. França, Marina e Tebet eram cotados tanto para a vaga de vice quanto para as candidaturas ao Senado, o que gerou um impasse sobre a composição final.

O debate ganhou força na semana passada, quando dirigentes do PSB de São Paulo passaram a defender uma candidatura própria de França ao Palácio dos Bandeirantes. A avaliação dentro da legenda era de que sua entrada na disputa poderia aumentar as chances de levar a eleição estadual para o segundo turno. A possibilidade, porém, foi rejeitada pelo diretório paulista do PT.

Na eleição deste ano, Haddad enfrentará o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição e aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto. Já o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) e o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), desistiram de disputar o governo paulista.

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