Miss Universe Brasil completa 72 anos com nova edição em julho e retorno à televisão aberta
Final acontece no dia 25 de julho em São Paulo; concurso volta à Record após anos fora da TV aberta e marca nova fase com foco em representatividade e impacto social
Setenta e dois anos separam a primeira edição do Miss Universe Brasil da que está por vir em julho. Nesta sexta-feira (26), o concurso mais tradicional de beleza do país completa mais um ano de uma história marcada por conquistas internacionais, avanços na representatividade e transformações que acompanharam as mudanças da sociedade brasileira.
Durante décadas, o Miss Brasil foi um dos eventos mais aguardados da televisão nacional, mobilizando milhões de espectadores e transformando suas vencedoras em figuras conhecidas de norte a sul do país. É nesse palco que o Brasil escreveu alguns dos capítulos mais importantes dos concursos de beleza mundiais.
Os marcos históricos
Em 1963, Ieda Maria Vargas tornou-se a primeira brasileira a conquistar o título de Miss Universo. Cinco anos depois, em 1968, Martha Vasconcellos repetiu o feito, consolidando o Brasil entre as grandes potências da beleza mundial.
Um avanço fundamental aconteceu em 1986, quando Deise Nunes entrou para a história como a primeira mulher negra a conquistar o título de Miss Brasil. Sua vitória tornou-se símbolo da diversidade que caracteriza a mulher brasileira e representou um passo decisivo na ampliação da representatividade dentro dos concursos.
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Entre os nomes mais lembrados das últimas décadas está Natália Guimarães, Vice-Miss Universo em 2007. Quase 20 anos depois de sua participação, a mineira segue como uma das principais referências do universo miss no país.
“É emocionante perceber que já se passaram quase 20 anos desde a minha participação no Miss Brasil e no Miss Universo. Quando olho para trás, vejo que os concursos evoluíram muito e hoje representam algo muito maior do que a beleza. A mulher que sobe ao palco carrega histórias, causas, sonhos e a responsabilidade de ser uma referência para outras pessoas. O Miss Universe Brasil sempre teve a capacidade de revelar mulheres inspiradoras e de mostrar ao mundo a força, a diversidade e a riqueza cultural do nosso país. Tenho muito orgulho de fazer parte dessa história e de ver uma nova geração entendendo que representatividade, trabalho social e propósito caminham lado a lado com a coroa”, afirma Natália.
A evolução do concurso
Se no passado o foco estava principalmente na elegância e na beleza, hoje as candidatas são reconhecidas por comunicação, liderança, posicionamento e impacto social. Projetos ligados à educação, inclusão, saúde, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário passaram a ocupar espaço central na jornada das participantes.
Esse olhar para o futuro tem marcado a gestão do empresário Rodrigo Ferro desde que assumiu o comando do Miss Universe Brasil. Em março deste ano, as 33 candidatas participaram de um camping de imersão inédito focado em desenvolvimento pessoal, comunicação, posicionamento de imagem e construção de propósito.
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“Celebrar os 72 anos do Miss Brasil é homenagear todas as mulheres que ajudaram a construir essa história e, ao mesmo tempo, reafirmar nosso compromisso com o futuro. O concurso continua sendo uma vitrine da beleza brasileira, mas também de talento, inteligência, propósito e impacto social. Estamos promovendo uma série de transformações para aproximar ainda mais a marca do público contemporâneo, sem perder a essência que tornou o Miss Brasil uma das instituições mais tradicionais do país. A edição de 2026 será um marco dessa nova fase”, afirma Ferro.
O que vem por aí
A grande final do Miss Universe Brasil 2026 acontece no dia 25 de julho, no Komplexo Templo, em São Paulo. O concurso também retorna à televisão aberta, com transmissão pela Record e pelo streaming, reconectando o evento com milhões de brasileiros e retomando uma tradição que ajudou a construir sua relevância ao longo das décadas.