sábado, 7 de novembro de 2026
dia do orgulho

Goiânia celebra o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+ com 44º Esquenta LGBT+ na Praça Universitária

Capital goiana recebe evento gratuito neste domingo (28), com programação cultural, música e ações de resistência

Anna Salgadopor em
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Foto: Tania Rego/ABr

Neste domingo (28), o mundo celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, data que marca os 56 anos da primeira manifestação organizada em defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+. A comemoração tem origem na Revolta de Stonewall, ocorrida em 1969, em Nova York, quando frequentadores do bar Stonewall Inn resistiram a uma operação policial considerada violenta e discriminatória, episódio que se tornou um marco do movimento moderno pelos direitos civis da comunidade.

Ao longo das últimas décadas, a data se consolidou como um símbolo de resistência, visibilidade e reivindicação por igualdade de direitos em diferentes países. Além do caráter festivo, o Dia do Orgulho também é marcado por reflexões sobre os desafios ainda enfrentados pela população LGBTQIAPN+, como a discriminação, a violência e a busca por maior representatividade social e política.

Goiânia celebra o Orgulho com o 44º Esquenta LGBT+

Em Goiânia, a data será celebrada com o 44º Esquenta LGBT+, realizado neste domingo (28), a partir das 14h, na Praça Universitária. Com entrada gratuita, o evento promete reunir a comunidade LGBTQIAPN+, apoiadores e movimentos sociais em uma programação marcada por arte, cultura, música, diversidade e resistência.

A iniciativa reforça a importância da ocupação dos espaços públicos pela comunidade e o significado histórico do movimento. Afinal, muitas das conquistas em direitos civis e reconhecimento da população LGBTQIAPN+ nasceram das ruas e da mobilização coletiva.

Com o lema de que “orgulho também é ocupar a cidade”, a expectativa é que a Praça Universitária se transforme em um grande espaço de celebração, acolhimento e visibilidade, reafirmando Goiânia como palco de manifestações em defesa da diversidade e dos direitos humanos.

Avanços no Brasil

No Brasil, o movimento ganhou maior projeção a partir de 1997, com a realização da primeira Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que se transformou em uma das maiores manifestações do gênero no mundo.

Nos últimos anos, importantes conquistas jurídicas foram alcançadas. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, garantindo aos casais homoafetivos os mesmos direitos assegurados às uniões heterossexuais. Já em 2019, a Corte decidiu equiparar a homofobia e a transfobia ao crime de racismo, diante da ausência de uma legislação específica aprovada pelo Congresso Nacional.

A ampliação da sigla para LGBTQIAPN+ também reflete o reconhecimento da diversidade de identidades e orientações, contemplando, além de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, pessoas queer, intersexo, assexuais, panssexuais, não binárias e outras identidades de gênero e sexualidade.

Mobilizações pelo país

As celebrações deste ano também são marcadas por manifestações em diferentes estados brasileiros. No Ceará, a 25ª Parada da Diversidade Sexual ocorre com o lema “25 anos combinando de não morrer”, destacando a luta pela preservação de vidas e pelo enfrentamento à violência contra a população LGBTQIAPN+.

Em São Paulo, a edição de 2026 da Parada do Orgulho adota o tema “A rua convoca, a urna confirma”, colocando em evidência a importância da participação política e da representação institucional em um ano de eleições.

No campo educacional, instituições públicas também reforçam o papel da educação na promoção do respeito à diversidade e no combate à discriminação. A Universidade Federal de Goiás destaca a educação como instrumento de transformação social e incentiva a utilização de canais de denúncia, como o Disque 100, para o enfrentamento à LGBTfobia.

 

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