Após críticas, Romário abre mão do salário de senador durante a Copa do Mundo
Ex-jogador afirmou que continuará exercendo o mandato de forma remota enquanto trabalha como comentarista nos Estados Unidos e disse que não quis pedir licença para poder participar das votações
O senador Romário (PL-RJ) anunciou que não vai receber o salário de parlamentar durante o período em que acompanha a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos como comentarista esportivo. A decisão foi comunicada oficialmente à Presidência do Senado por meio de um ofício enviado nesta semana.
No documento, Romário solicita que sua remuneração seja suspensa entre os dias 11 de junho e 19 de julho, período correspondente à realização do Mundial. Caso haja pagamento por questões administrativas, o senador informou que o valor será descontado das remunerações seguintes ou devolvido aos cofres públicos.
O anúncio ocorre após críticas nas redes sociais e questionamentos sobre o fato de o ex-jogador manter o mandato enquanto atua como comentarista da CazéTV durante a competição. Inicialmente, Romário havia optado por não pedir licença do cargo, o que permitiria continuar recebendo o salário de senador, atualmente de R$ 46.366,19 mensais.
Em pronunciamento remoto no plenário do Senado, Romário afirmou que a decisão de abrir mão da remuneração foi voluntária e reforçou que continuará exercendo normalmente suas funções parlamentares durante a Copa.
Segundo ele, a escolha de não solicitar licença teve um motivo específico: permanecer apto a participar das votações, especialmente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, tema que considera prioritário.
Mesmo nos Estados Unidos, o senador afirmou que continuará acompanhando as sessões do Senado de forma virtual sempre que houver deliberações, utilizando o sistema remoto adotado pela Casa para votações semipresenciais.
A decisão foi elogiada pelo presidente do Senado, que destacou a iniciativa como uma escolha pessoal do parlamentar e ressaltou a atuação de Romário tanto no esporte quanto na política.
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