Celina Leão diz que ações de acolhimento à população de rua avançam em regiões do DF
Governadora afirmou que iniciativa já ocorre em diferentes regiões administrativas e que parte das pessoas acolhidas optou por retornar às cidades de origem
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o GDF vem ampliando as ações de acolhimento e atendimento à população em situação de rua em diferentes regiões administrativas. Segundo ela, a estratégia já está sendo executada em locais como Sobradinho e Samambaia, além de outras áreas do Distrito Federal.
“Nós estamos com a operação retorno, que está funcionando em todo o Distrito Federal. Nós damos oportunidade para que as pessoas em situação de rua sejam acolhidas e muitas delas retornarem para suas cidades de origem. A operação está acontecendo em todo o Distrito Federal. Hoje nós estamos em Sobradinho e em Samambaia”, afirmou Celina.
As declarações ocorrem em meio à intensificação das ações do governo para abordagem, acolhimento e reorganização de áreas ocupadas por pessoas em situação de rua. Na terça (11) e quarta-feira (12), equipes do GDF realizaram um mutirão que percorreu 42 pontos do Distrito Federal, incluindo regiões como Sobradinho, Sobradinho II e Samambaia, além de áreas do Plano Piloto.
A política de atendimento ganhou novas diretrizes com a Lei nº 7.923/2026, sancionada em julho. A norma instituiu a Política Distrital de Acolhimento Humanizado e Atenção Integral à População em Situação de Rua, com medidas voltadas à assistência social, saúde, moradia, reconstrução de vínculos familiares e reinserção social. A legislação também estabelece que o acolhimento deve respeitar a autonomia e a liberdade individual.
De acordo com o governo, as ações não se limitam à retirada das pessoas dos espaços públicos. A proposta inclui a oferta de serviços de assistência e encaminhamento para equipamentos da rede de proteção social. Em julho, Celina afirmou que 44 pessoas em situação de rua haviam aceitado o chamado protocolo de “internação humanizada”. ([Metrópoles][3])
Dados do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) mostram que a população em situação de rua é um grupo heterogêneo e está presente em diferentes regiões administrativas. O levantamento distrital considera tanto pessoas que vivem nas ruas quanto aquelas atendidas em unidades de acolhimento e comunidades terapêuticas.
O diagnóstico realizado pelo então Codeplan, em 2022, apontou ainda que 38,2% das pessoas entrevistadas haviam passado a viver nas ruas durante ou após o início da pandemia, enquanto 46,3% estavam nessa condição havia mais de cinco anos.
Com a intensificação das operações, o GDF afirma buscar uma atuação integrada entre diferentes áreas para ampliar o acolhimento e oferecer alternativas às pessoas que vivem nas ruas, incluindo a possibilidade de reconstrução de vínculos familiares e retorno às cidades de origem.
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