COMPORTAMENTO E FAMÍLIA

Brasil x Noruega nas oitavas: médico explica por que o jogo vale mais do que o placar

Para o obstetra e escritor Albino Bonomi, partidas da Copa criam oportunidades para fortalecer vínculos entre pais e filhos que permanecem muito além do resultado em campo

Luana Avelarpor Luana Avelar em 3 de julho de 2026
Brasil x Noruega nas oitavas: médico explica por que o jogo vale mais do que o placar

Quando o apito final soar no jogo entre Brasil e Noruega, poucos vão lembrar o placar décadas depois. O que tende a ficar na memória é outra coisa: com quem estavam, o gol comemorado juntos, a tensão dividida no sofá.

Essa é a reflexão do médico obstetra e escritor Albino Bonomi, autor de “Como Criei Filhos Fortes e Felizes” e “O Ciclo Gestatório de um Homem”. Para ele, os jogos da Copa funcionam como uma pausa natural na rotina que pode ser aproveitada para algo mais duradouro do que a disputa.

“Uma partida de futebol pode durar apenas 90 minutos, mas o tempo de qualidade vivido entre pais e filhos pode permanecer para sempre. Muitas pessoas não se lembram do placar de uma Copa, mas jamais esquecem com quem estavam quando comemoraram um gol ou dividiram a emoção de um jogo da Seleção”, afirma.

Em seus livros, Bonomi defende que crianças emocionalmente seguras se formam pela convivência, pela atenção e pela participação ativa da família em momentos do cotidiano. O futebol entra nessa equação não como exceção, mas como exemplo do que pode acontecer em qualquer situação compartilhada.

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“Vivemos uma época em que o tempo parece sempre escasso. A Copa oferece uma pausa natural para reunir a família. Não importa se a conversa é sobre futebol, sobre a escola ou sobre a vida. O que realmente fortalece os vínculos é estarem juntos”, diz.

O escritor também aponta o esporte como terreno fértil para ensinar valores. “Durante uma Copa, os filhos aprendem, ao lado dos pais, que nem sempre se vence, que é preciso respeitar o adversário, controlar as emoções e acreditar no trabalho em equipe. São lições que ultrapassam o futebol e ajudam a formar adultos mais resilientes e equilibrados.”

Para Bonomi, quando a Copa terminar, o que vai sobrar não é a taça. “Os jogos passam, os campeões mudam, mas as memórias construídas dentro de casa permanecem. É nesses momentos simples que nasce a confiança, o afeto e a segurança emocional que acompanham um filho por toda a vida.”

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