Duas chuvas de meteoros estão previstas para Julho e podem vistas no Brasil
Duas surpresas atravessam o céu em julho: entenda quando as chuvas de meteoros aparecem e como enxergar tudo do Brasil
As chuvas de meteoros chegam para movimentar as noites de julho e trazem um convite direto para quem gosta de olhar para cima. Duas chuvas diferentes cruzam o céu quase ao mesmo tempo, no fim do mês, e o Brasil fica bem posicionado para acompanhar o fenômeno.
Quem mora longe das luzes da cidade tem a chance de ver dezenas de riscos rápidos cortando a escuridão, além de alguns clarões mais fortes, conhecidos como bolas de fogo. Portanto, vale reservar uma noite livre e separar um lugar confortável para aproveitar esse show natural. Saiba mais a respeito lendo até o final.
O que são as chuvas de meteoros que chegam em julho
Toda vez que a Terra atravessa a poeira deixada por um cometa, pedaços pequenos entram na atmosfera e queimam rápido, criando aquele risco de luz conhecido como estrela cadente.
Quando isso acontece em grande quantidade, ao mesmo tempo, o fenômeno ganha o nome de chuva de meteoros. Em julho, duas chuvas diferentes se destacam: a Delta Aquáridas do Sul e a Alfa Capricornídeos. Ou seja, cada uma carrega uma origem própria e um comportamento diferente no céu.
A Delta Aquáridas do Sul nasce dos restos deixados pelo cometa 96P/Machholz, descoberto em 1986, segundo a NASA. Já a Alfa Capricornídeos vem de fragmentos do cometa 169P/NEAT, encontrado em 2002, conforme aponta a American Meteor Society. Em outras palavras, cada chuva escreve uma história diferente, formada há milhões de quilômetros da Terra.
Por exemplo, a Delta Aquáridas costuma trazer meteoros mais fracos e numerosos. Por outro lado, a Alfa Capricornídeos aparece com menos frequência, mas exibe clarões maiores, chamados de fireballs.
Então, entender essa diferença ajuda o observador a identificar qual chuva de meteoros cruza o céu naquele instante. Acima de tudo, essa dupla representa uma chance rara de assistir dois fenômenos distintos na mesma madrugada.
Números que mostram a força das chuvas de meteoros
Quem gosta de dados encontra bastante material nessa dupla de julho. A Delta Aquáridas do Sul costuma produzir entre 15 e 20 meteoros por hora sob céu escuro, segundo a NASA. A American Meteor Society aponta números semelhantes, com pico de até 25 riscos por hora quando as condições ficam ideais. A Alfa Capricornídeos soma menos: entre 5 e 10 meteoros por hora, de acordo com a Live Science.
Como resultado, o total das duas chuvas de meteoros juntas pode passar de 25 avistamentos por hora em um mesmo trecho da madrugada. Consequentemente, a experiência de observar as duas chuvas ao mesmo tempo rende um número maior de estrelas cadentes do que acompanhar apenas uma delas.
A velocidade também muda entre as duas. A Delta Aquáridas cruza o céu cerca de 41 quilômetros por segundo, enquanto a Alfa Capricornídeos viaja mais devagar, próximo de 24 quilômetros por segundo, conforme dados do observatório britânico Popastro e da International Meteor Organization.
Essa diferença de velocidade explica por que os meteoros da Alfa Capricornídeos parecem mais lentos e mais brilhantes. Da mesma forma, cerca de 5% a 10% dos meteoros da Delta Aquáridas deixam rastros persistentes no céu, segundo o portal EarthSky, um brilho que dura poucos segundos após a passagem.
Os números confirmam que as chuvas de meteoros de julho merecem atenção de quem acompanha o céu com regularidade.
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Quando e como ver as chuvas de meteoros no Brasil
O pico das duas chuvas de meteoros acontece na noite de 30 para 31 de julho de 2026, conforme apontam a NASA e a American Meteor Society.
Em primeiro lugar, o horário mais indicado para observar fica entre a meia-noite e o amanhecer, quando o radiante das duas chuvas sobe mais alto no céu. Em segundo lugar, a escolha do local pesa bastante no resultado final da observação.
Lugares afastados das luzes das cidades, como áreas rurais, praias ou serras, favorecem a visão dos riscos mais fracos. Além disso, os olhos precisam de um tempo para se acostumar com a escuridão, cerca de 20 minutos, antes que o observador comece a notar os meteoros mais discretos.
Entretanto, a Lua cheia de julho, prevista para o dia 29, atrapalha parte da visibilidade das duas chuvas de meteoros, segundo a Live Science e o Star Walk. Posteriormente, à medida que a Lua se põe ou fica encoberta por uma construção ou uma árvore, as chances de flagrar um meteoro aumentam.
Depois disso, quem escolhe um horário mais próximo do amanhecer costuma encontrar um céu mais escuro e limpo.
Além do mais, os meteoros mais brilhantes da Alfa Capricornídeos costumam furar até a claridade da Lua, o que garante alguma visão do fenômeno mesmo em noites com luar forte. Ainda mais, nenhum equipamento especial é necessário: os olhos, sozinhos, já dão conta de acompanhar as chuvas de meteoros dessa madrugada.

O céu de julho tem mais para mostrar além das chuvas de meteoros
As chuvas de meteoros não chegam sozinhas neste mês. Julho também reserva aproximações da Lua com planetas, faixas visíveis da Via Láctea e noites favoráveis para fotografar o céu, segundo especialistas consultados por diferentes portais de astronomia.
Na mesma linha, quem já monta o tripé para fotografar estrelas pode aproveitar a mesma madrugada para registrar as duas chuvas de meteoros e outros pontos de luz do céu profundo.
Certamente, julho se firma como um dos meses mais generosos do ano para quem gosta de olhar para cima. Mas nem todo mundo precisa de equipamento caro para participar dessa observação. Basta um espaço aberto, paciência e disposição para ficar acordado depois da meia-noite.
E o mais importante: qualquer pessoa pode fazer um pedido ao ver uma estrela cadente cruzar o céu, sem custo algum. Em poucas palavras, o fim de julho reúne dois fenômenos raros, dados confirmados por observatórios sérios e uma chance real de ver o céu brasileiro brilhar mais.
Em conclusão, resumindo tudo o que a ciência já confirmou sobre o tema, as chuvas de meteoros de julho prometem um espetáculo acessível para qualquer pessoa disposta a olhar para o céu.
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