Jardim Botânico de Brasília tem um passeio que vale muito a visita
Trilhas, orquídeas e cerrado preservado fazem do Jardim Botânico de Brasília um programa completo para o fim de semana
O Jardim Botânico de Brasília reúne trilhas, jardins temáticos e um pedaço preservado do cerrado dentro da capital federal. O lugar existe desde 1985 e ocupa uma área protegida de cerca de 5 mil hectares. Além disso, apenas uma parte desse território abre as portas para visitação todos os dias da semana. A seguir, entenda por que esse passeio conquistou tantas famílias do Distrito Federal.
Conhecendo o Jardim Botânico de Brasília por dentro
O Jardim Botânico de Brasília fica no Lago Sul, no Setor de Mansões Dom Bosco, com acesso pela Estrada Parque Cabeça de Veado. Do total de quase 5 mil hectares protegidos, apenas 526 hectares recebem visitantes, o restante forma a Estação Ecológica. Certamente, essa proporção mostra o peso que a preservação tem dentro do projeto original do parque.
O espaço nasceu com a proposta de manter espécies do cerrado no próprio ambiente natural, e não apenas em coleções isoladas. Por exemplo, o Jardim Botânico de Brasília foi um dos primeiros do mundo a adotar essa estratégia de conservação em larga escala. Isso ajuda a explicar por que o cerrado do local ainda guarda tanta biodiversidade.
Dentro da Estação Ecológica existem 26 nascentes de água, incluindo uma que alimenta o Córrego Cabeça de Veado, manancial importante para Brasília. Entretanto, essas áreas de nascente ficam fora do circuito aberto ao público, justamente para proteger a qualidade da água. O Jardim Botânico de Brasília funciona de terça a domingo, das 9h às 17h, com entrada permitida até as 16h40.
O ingresso custa R$ 5 e o pagamento acontece apenas em dinheiro, segundo informações de guias turísticos da região. Ou seja, o passeio pelo Jardim Botânico de Brasília cabe no bolso de qualquer visitante, mesmo sem planejamento financeiro extra para o dia.

A trilha que faz o passeio valer a pena
Entre os atrativos do Jardim Botânico de Brasília, a Trilha Mater é a que recebe mais gente logo na chegada. Ela começa na portaria principal, é asfaltada e tem acessibilidade para pessoas com deficiência. Da mesma forma que outras trilhas do parque, a Mater tem identificação botânica ao longo de todo o percurso.
O trajeto tem 4,4 quilômetros e passa por mata seca, cerrado denso, pelo Centro de Visitantes e pelo Anfiteatro, antes de voltar à portaria. A dificuldade é classificada como fácil, o que explica a procura por famílias com crianças e idosos. Além do mais, pedestres e ciclistas dividem o mesmo espaço, então vale manter atenção durante a caminhada.
Quem prefere um passeio mais curto encontra na Trilha Krahô, com 1,8 quilômetro, uma homenagem à cultura indígena do povo Krahô. O caminho reúne pinturas sobre troncos de madeira, criadas por artistas locais em parceria com a equipe do Jardim Botânico de Brasília. Consequentemente, essa trilha virou opção certa para grupos escolares em visita pedagógica.
Já a Trilha Ecológica, com 3,5 quilômetros, atravessa diferentes tipos de vegetação, do cerrado denso ao campo sujo e à mata de galeria. No fim do percurso, o visitante ainda passa pela trilha da Fauna, com chance real de avistar tatu ou tamanduá. Portanto, cada trilha do Jardim Botânico de Brasília entrega uma experiência diferente, dependendo do tempo e do fôlego disponível.

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Orquídeas e jardins temáticos que completam o roteiro
Além das trilhas, o Jardim Botânico de Brasília guarda um orquidário que impressiona pela quantidade de espécies reunidas. O espaço leva o nome de Margaret Mee, botânica inglesa conhecida por suas ilustrações da flora brasileira.
O Orquidário Margaret Mee reúne 983 espécies nativas e 2.035 híbridas, distribuídas em uma área de 200 metros quadrados. Em primeiro lugar, essa coleção representa uma das mostras de orquídeas mais completas dentro de um jardim botânico brasileiro. A estrutura em madeira cria um ambiente que lembra o habitat natural das plantas.
Outro destaque do Jardim Botânico de Brasília é o Jardim Evolutivo, com 3 hectares dedicados a mostrar como as plantas mudaram ao longo do tempo. O paisagismo segue um formato circular, pensado para guiar o visitante por essa linha do tempo vegetal. Ainda mais, o espaço conta com lagos e um mirante com vista privilegiada da vegetação ao redor.
O Jardim de Cheiros funciona como jardim sensorial, reunindo plantas condimentares, medicinais e aromáticas em um só espaço. Similarmente, o Horto Medicinal reúne cerca de 100 espécies usadas para fins terapêuticos, distribuídas em áreas de mata densa. Esses cantos temáticos ajudam a explicar por que o Jardim Botânico de Brasília atrai tanto público em busca de aprendizado.

Piquenique, parquinho e dicas para aproveitar o dia
Depois da caminhada, o Jardim Botânico de Brasília oferece espaço de descanso para quem trouxe comida de casa ou prefere comprar no local. O restaurante Jardim Bom Demais serve opções de frutas, sucos, bolos e croissants para recarregar energia.
Famílias com crianças pequenas costumam aproveitar o Espaço Oribá, com castelo, casa na árvore, escorregador e balanço. Por outro lado, quem busca silêncio pode escolher os jardins de contemplação, ideais para leitura ou apenas descanso ao ar livre. Essa mistura de opções é um dos motivos que tornam o Jardim Botânico de Brasília um programa completo para o fim de semana.
Vale reforçar um aviso importante antes da visita: o parque não tem área de banho nem cachoeiras abertas ao público. Depois disso, muitos visitantes se surpreendem ao descobrir que as 26 nascentes existem, mas ficam fora do circuito de trilhas. O acesso por transporte público é limitado, então a melhor opção costuma ser carro particular ou aplicativo.

Para quem mora em Brasília ou está de passagem, levar tênis confortável, protetor solar e água faz toda diferença durante o passeio. Em conclusão, entre trilhas, orquídeas e jardins temáticos, o Jardim Botânico de Brasília segue como um dos passeios que realmente vale a visita.
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