quarta-feira, 8 de julho de 2026
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Ter um pet faz tão bem quanto conviver com amigos e família, aponta estudo

Pesquisa concluiu que a convivência com animais de estimação está associada a mais felicidade, menos solidão e redução do estresse

Bia Salespor Bia Sales em 8 de julho de 2026 às 09:09
Ter um pet faz tão bem quanto conviver com amigos e família, aponta estudo
(Imagem: Reprodução)

Quem divide a casa com um cachorro ou um gato costuma dizer que a companhia do animal faz toda a diferença no dia a dia. Agora, um estudo realizado no Reino Unido reforça essa percepção ao indicar que a convivência com pets pode trazer benefícios para a saúde emocional comparáveis aos proporcionados por amigos próximos e familiares.

A pesquisa analisou informações de 2.617 famílias participantes de um grande levantamento social britânico iniciado em 2009. Os voluntários responderam a questionários sobre satisfação com a vida, personalidade, relações familiares e presença de animais em casa. Os resultados mostraram que os tutores relataram menos estresse, menor sensação de solidão e níveis mais elevados de bem-estar.

Segundo os pesquisadores, o impacto positivo da convivência com os pets foi semelhante ao benefício associado ao contato frequente com amigos e familiares. O estudo chegou a estimar que esse ganho de bem-estar seria comparável ao efeito de fatores considerados importantes para a qualidade de vida.

Como os animais ajudam na saúde emocional?

Especialistas explicam que a interação com cães e gatos estimula a liberação de neurotransmissores ligados ao prazer e ao relaxamento, como serotonina e dopamina. Brincar, acariciar ou simplesmente estar ao lado do animal pode contribuir para reduzir o estresse e proporcionar sensação de acolhimento.

Os benefícios também aparecem em diferentes momentos da vida. Entre as crianças, a convivência com animais pode estimular empatia, responsabilidade e habilidades sociais. Já entre idosos, os pets ajudam a combater a solidão, incentivam a rotina e oferecem companhia, fatores que podem melhorar a qualidade de vida.

Pessoas com ansiedade, depressão e transtorno do espectro autista (TEA) também podem se beneficiar da interação com animais, especialmente quando essa convivência faz parte de um acompanhamento terapêutico adequado. No caso dos cães, há ainda o incentivo à prática de atividade física por meio dos passeios diários.

Animais ajudam, mas não substituem tratamento

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores e especialistas fazem um alerta importante: ter um animal de estimação não substitui acompanhamento médico ou psicológico quando ele é necessário.

O vínculo com o pet deve ser visto como um aliado para promover bem-estar e qualidade de vida, mas cada pessoa responde de maneira diferente à convivência com animais. O cuidado responsável, o respeito às necessidades do pet e a construção de uma relação saudável são fundamentais para que os benefícios apareçam.

Além disso, adotar um animal exige compromisso de longo prazo. Alimentação, vacinação, consultas veterinárias e atenção diária fazem parte da responsabilidade de quem decide incluir um pet na família.

Benefícios associados à convivência com pets

  • Redução da sensação de solidão;
  • Menor nível de estresse e ansiedade;
  • Mais estímulo à atividade física;
  • Incentivo às interações sociais;
  • Sensação de companhia e acolhimento;
  • Estímulo à empatia e à responsabilidade nas crianças;
  • Melhor qualidade de vida para muitos idosos.

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