Justiça bloqueia cachê de Romário na CazéTV; senador promete recorrer
Justiça do Rio de Janeiro bloqueou pagamentos relacionados à participação do senador na cobertura da Copa do Mundo de 2026 para garantir dívida estimada em R$ 32,4 milhões.
A defesa do senador e ex-jogador Romário (PL-RJ) informou que irá recorrer da decisão da Justiça do Rio de Janeiro que determinou a penhora dos valores que ele teria a receber da CazéTV pela participação na cobertura da Copa do Mundo de 2026. A confirmação foi feita pela assessoria do parlamentar na terça-feira (8), que afirmou ainda que Romário não comentará o assunto neste momento.
A medida judicial faz parte de uma ação de cumprimento de sentença movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda., que cobra uma dívida estimada em R$ 32,4 milhões. O processo tramita em segredo de Justiça.
Dívida teve origem em contrato firmado há mais de uma década
A disputa judicial começou após o encerramento das atividades de um bar do qual Romário era sócio. Na época, a empresa foi contratada para administrar o estacionamento do estabelecimento, que utilizava elevadores para veículos. Com o fechamento do local, surgiram divergências sobre a retirada dos equipamentos.
Segundo a empresa, o ex-jogador assinou posteriormente um termo de confissão de dívida no valor aproximado de R$ 1,5 milhão para encerrar o impasse. No entanto, a Koncretize sustenta que o acordo não foi cumprido. Com a incidência de juros, correção monetária e demais encargos, o débito teria alcançado os atuais R$ 32,4 milhões.
Ao longo do processo, a Justiça já determinou a penhora de um imóvel, uma lancha e um veículo de luxo pertencentes ao senador, além de impor restrições sobre outros automóveis importados.
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Justiça também solicitou documentos da CazéTV
Na decisão mais recente, a Justiça determinou que a CazéTV apresente toda a documentação relacionada à contratação de Romário para a cobertura da Copa do Mundo. Entre os documentos solicitados estão contratos, propostas comerciais, notas fiscais, recibos e comprovantes de pagamento.
Caso a contratação tenha sido realizada por outra empresa ligada ao grupo responsável pela CazéTV, a Justiça também determinou que essas informações sejam apresentadas.
Antes do início do Mundial, Romário anunciou que abriria mão do salário de senador durante o período em que estivesse trabalhando na cobertura da Copa. Segundo ele, qualquer remuneração eventualmente recebida nesse intervalo seria devolvida aos cofres públicos. A assessoria do parlamentar também informou que a participação na cobertura esportiva não representa afastamento do mandato e que ele continuará exercendo suas funções legislativas, inclusive com possibilidade de participar de votações de forma remota, quando necessário.
Até a publicação desta reportagem, a CazéTV não havia se manifestado sobre a decisão judicial.
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