quarta-feira, 15 de julho de 2026
PRIMEIRA VIAGEM INTERNACIONAL

Primeira viagem internacional? 7 coisas que você precisa saber antes de sair do Brasil

Antes da primeira viagem internacional, confira documentos, seguro e dicas para evitar problemas na imigração

Rodrigo Souzapor Rodrigo Souza em 15 de julho de 2026 às 14:36
primeira viagem internacional
Todo turista precisa estar atento a algumas coisas quando vai para fora do Brasil pela primeira vez. (Foto: Freepik)

Fazer as malas para o exterior pela primeira vez traz uma mistura de ansiedade e vontade de já estar embarcando. Muita gente esquece de detalhes simples que podem virar dor de cabeça no aeroporto.

Documentos, seguro, vacina e câmbio pedem atenção antes mesmo de comprar a passagem. Se você está planejando sua primeira viagem internacional, veja sete pontos que fazem diferença na hora do embarque.

1. Passaporte com validade em dia

O passaporte é o primeiro item da lista de quem organiza a primeira viagem internacional. Muitos países exigem que o documento tenha ao menos seis meses de validade após a data de retorno prevista. Portanto, vale conferir a validade com bastante antecedência, antes de fechar qualquer passagem.

Solicitar ou renovar o passaporte na Polícia Federal costuma levar algumas semanas, dependendo da demanda da unidade. Deixar para a última hora pode atrapalhar toda a viagem planejada. Consequentemente, o ideal é iniciar esse processo assim que o destino for decidido.

Vale lembrar que alguns países do Espaço Schengen, como Portugal, Espanha, França e Itália, seguem essa mesma exigência de seis meses. Quem faz a primeira viagem internacional para a Europa precisa somar esse detalhe ao restante do planejamento. Além disso, uma cópia física e uma digital do passaporte ajudam em caso de perda ou roubo do documento original.

Sem passaporte válido, nenhuma outra etapa da viagem funciona, nem visto, nem seguro, nem embarque. Por isso esse é o primeiro passo prático de quem organiza a primeira viagem internacional. Deixe esse documento revisado antes de qualquer outra providência.

2. Visto ou autorização de entrada

Cada país tem sua própria regra sobre visto para brasileiros, e isso muda bastante conforme o destino. Para turismo no Espaço Schengen, o brasileiro não precisa de visto em estadias de até 90 dias. Entretanto, a partir do último trimestre de 2026, a União Europeia passa a exigir o ETIAS, uma autorização eletrônica prévia.

O ETIAS funciona parecido com o já usado no Reino Unido, que pede o documento desde janeiro de 2025. Quem organiza a primeira viagem internacional para destinos europeus deve verificar se essa autorização já está em vigor na data do embarque.

Por exemplo, países como Estados Unidos e Austrália também pedem autorizações eletrônicas próprias, como o ESTA e o eVisitor.

Consultar o site oficial da embaixada ou consulado do país de destino evita erro nessa etapa. Cada nação define regras próprias, prazos de resposta e documentos exigidos para aprovar a entrada de turistas. Durante o processo de solicitação, é comum pedir comprovante de renda, hospedagem e passagem de volta.

Ignorar essa exigência pode significar embarque negado no check-in ou barreira na imigração do destino. Por isso, checar o tipo de visto certo é passo obrigatório da primeira viagem internacional. Reserve tempo para resolver isso com calma.

3. Seguro viagem com cobertura adequada

O seguro viagem é obrigatório para entrar nos 29 países que compõem o Espaço Schengen, e não é apenas uma recomendação. A cobertura mínima exigida é de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares, segundo regulamento da União Europeia. Certamente, esse é um dos pontos mais importantes da primeira viagem internacional para a Europa.

Outros destinos também cobram esse tipo de proteção, com valores próprios: Cuba pede cobertura mínima de 10 mil dólares, e Venezuela exige 40 mil dólares. Da mesma forma, mesmo destinos que não obrigam o seguro, como Estados Unidos, tornam o atendimento médico privado caro sem essa proteção.

Sem apólice válida, o viajante pode ser barrado já na imigração do país de destino. Além da parte médica, muitos planos cobrem extravio de bagagem, cancelamento de viagem e repatriação em casos graves. Similarmente, planos voltados a idosos, gestantes ou pessoas com doença preexistente costumam pedir cobertura maior que o mínimo.

Comparar planos de seguradoras diferentes antes de comprar ajuda a economizar sem perder proteção. Esse cuidado extra faz toda diferença para quem está na primeira viagem internacional e não conhece o sistema de saúde local.

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4. Câmbio, cartão internacional e IOF

Levar dinheiro para fora do Brasil pede planejamento, porque cada forma de pagamento tem um custo diferente embutido. O uso do cartão de crédito, débito ou pré-pago em moeda estrangeira paga hoje uma alíquota de IOF de 3,5%. Ou seja, uma compra de mil reais no exterior soma trinta e cinco reais só de imposto.

Além do IOF, os bancos aplicam um spread cambial, que é a diferença entre a cotação oficial e o valor cobrado do cliente. Esse spread pode variar de cerca de um a sete por cento, dependendo da instituição financeira usada. Em outras palavras, o custo final de uma compra no exterior é sempre maior do que a cotação do dia.

Contas internacionais e cartões específicos para viagem costumam oferecer spread menor que o de bancos tradicionais. Pesquisar essa diferença antes de embarcar pode representar economia real ao longo da primeira viagem internacional. Acima de tudo, evite levar apenas dinheiro em espécie, já que o câmbio físico costuma ter taxa mais alta.

Uma boa estratégia é combinar cartão internacional com uma quantia pequena em espécie para emergências. Assim, quem faz a primeira viagem internacional evita ficar sem acesso a dinheiro em qualquer situação.

5. Vacinas exigidas pelo destino

Alguns destinos pedem comprovação de vacina para liberar a entrada do turista, e isso pega muita gente desprevenida. O Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela, o CIVP, é exigido por 47 países atualmente. Em primeiro lugar, vale conferir se o destino da primeira viagem internacional está nessa lista antes de comprar a passagem.

Países como Bolívia, Panamá, Gana e Austrália pedem o certificado em certas condições de rota ou escala. A exigência vale mesmo em conexões de mais de doze horas dentro de países com risco de transmissão. Além do mais, a vacina precisa ser tomada com pelo menos dez dias de antecedência para o certificado ter validade.

O documento é emitido de graça pelo governo brasileiro, de forma digital, depois de comprovar a vacinação em posto de saúde. Quem não puder tomar a dose por motivo médico deve levar atestado em inglês ou francês. Posteriormente, o certificado pode ser solicitado direto pelo aplicativo Meu SUS Digital ou pelo site gov.br.

Verificar essa exigência evita imprevistos no check-in do voo internacional. Esse cuidado simples poupa muita dor de cabeça durante a primeira viagem internacional.

Toda a documentação deve estar em dia para não ser barrado no aeroporto. (Foto: Pexels)

6. Chip, internet e comunicação no exterior

Ficar sem internet durante a viagem complica desde encontrar endereço até resolver problemas com companhias aéreas. Ativar o roaming internacional da operadora brasileira costuma custar caro, cobrado por dia ou por pacote de dados. Por outro lado, muitos viajantes preferem comprar um chip local ou um eSIM antes mesmo de embarcar.

O eSIM funciona como um chip virtual, ativado direto pelo celular, sem precisar trocar o cartão físico. Diversos aplicativos vendem pacotes de dados para vários países, com preços que cabem no orçamento da primeira viagem internacional. Então, vale comparar opções de eSIM e roaming antes de decidir qual usar durante a estadia.

Ter internet disponível também ajuda a acessar aplicativos de tradução, mapas e transporte no destino escolhido. Guardar o número de contato da embaixada brasileira no celular é outra medida simples de segurança. Ainda mais, aplicativos de mensagem funcionam bem com Wi-Fi, o que reduz a necessidade de dados móveis o tempo todo.

Definir a solução de internet antes do embarque evita ficar isolado logo na chegada ao destino. Esse planejamento simples traz mais tranquilidade para quem vive a primeira viagem internacional.

7. Documentos extras e comprovantes de viagem

Além do passaporte e do visto, a imigração de muitos países pede comprovantes adicionais na chegada. Reserva de hospedagem, passagem de volta e comprovante de meios financeiros aparecem entre os documentos mais solicitados. Certamente, ter tudo impresso e também salvo no celular evita correria na hora da fiscalização.

Quem viaja com menores de idade sem os dois pais precisa de autorização de viagem reconhecida em cartório. Esse documento costuma ser exigido tanto na saída do Brasil quanto na entrada do país de destino. Similarmente, cópias de RG, certidão de nascimento e cartão de vacinação ajudam em qualquer imprevisto burocrático.

Guardar uma cópia digital de todos os documentos na nuvem é uma prática recomendada para qualquer viajante. Assim, mesmo em caso de perda da mala ou da carteira, os dados continuam acessíveis. Depois disso, basta reunir tudo em uma pasta só, física ou digital, antes do dia do voo.

Organizar esses papéis com antecedência reduz o estresse do dia da viagem. Reunir esses documentos com cuidado fecha o checklist prático de quem se prepara para a primeira viagem internacional.

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