quinta-feira, 16 de julho de 2026
ERA ACORRENTADO NO SOFÁ

Adolescente de 13 anos com deficiência é resgatado com lesões e indícios de maus-tratos em Anápolis

Equipes da Prefeitura, Conselho Tutelar e Polícia Civil encontraram o menino sozinho em uma casa em condições insalubres

Bia Salespor Bia Sales em 16 de julho de 2026 às 14:22
Adolescente de 13 anos com deficiência é resgatado com lesões e indícios de maus-tratos em Anápolis
(Imagem: Polícia Civil)

Um adolescente de 13 anos com deficiência foi resgatado em uma residência no bairro Polocentro 1ª Etapa, em Anápolis, após denúncias de abandono e suspeita de violência. O caso mobilizou equipes do Conselho Tutelar, da Prefeitura de Anápolis, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo as informações apuradas, as denúncias encaminhadas à Prefeitura apontavam que o adolescente permanecia sozinho na residência e poderia estar sendo vítima de maus-tratos. Ao chegarem ao endereço, as equipes constataram que o menino estava desacompanhado dentro do imóvel, que precisou ser acessado pelos agentes.

Ainda conforme a ocorrência, o adolescente apresentava diversas lesões pelo corpo. A casa também foi considerada insalubre, com condições que ofereciam riscos à saúde e à integridade física do menor.

Durante a vistoria, foram encontradas uma corrente e alças que, conforme relatos de testemunhas, seriam utilizadas para restringir os movimentos do adolescente, supostamente prendendo-o ao sofá. A informação será apurada durante a investigação da Polícia Civil.

Moradores da região relataram às autoridades que os responsáveis costumavam deixar o adolescente sozinho por longos períodos.

No momento da abordagem, a mãe e o padrasto não estavam na residência. A equipe policial conseguiu contato com o padrasto, mas, segundo a ocorrência, ele não retornou ao imóvel após ser informado da situação.

O Samu realizou os primeiros atendimentos no local. Em seguida, o adolescente foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e posteriormente ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames periciais. Depois do atendimento, ele permaneceu sob os cuidados do Conselho Tutelar.

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente investiga o caso por suspeita de maus-tratos, abandono de incapaz e lesão corporal no contexto de violência doméstica. Até a última atualização desta reportagem, os responsáveis ainda não haviam sido localizados.

Abandono de incapaz é crime

O abandono de incapaz é previsto no artigo 133 do Código Penal e ocorre quando uma pessoa responsável deixa alguém incapaz de se defender sem a assistência necessária. Já os crimes de maus-tratos e lesão corporal podem ter penas agravadas quando as vítimas são crianças ou adolescentes, especialmente em contexto de violência doméstica.

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