Moradores questionam corte de árvores aparentemente saudáveis em Goiânia
Moradores denunciam a retirada de duas árvores no Setor Sul e cobram explicações sobre a autorização do corte
Moradores de Goiânia têm manifestado preocupação com o aumento do corte de árvores consideradas aparentemente saudáveis em diferentes regiões da capital. As reclamações apontam que exemplares sem sinais visíveis de comprometimento estariam sendo removidos, o que tem gerado questionamentos sobre os critérios técnicos utilizados para autorizar esse tipo de intervenção.
Um dos casos relatados ocorreu na Rua 132-A, no Setor Sul. Segundo moradores, duas árvores foram retiradas durante a noite, sem que a comunidade tivesse conhecimento prévio da intervenção. Para eles, os exemplares não apresentavam riscos aparentes, como comprometimento da estrutura, interferência na rede elétrica ou ameaça à segurança de pedestres e motoristas.
Além da retirada das árvores, os moradores demonstram preocupação com os impactos ambientais. Eles afirmam que a redução da arborização pode agravar os efeitos das altas temperaturas e da baixa umidade, características do período de estiagem em Goiânia, além de comprometer o abrigo de aves e outros animais silvestres que utilizam as árvores da cidade como refúgio.
Os relatos também apontam uma percepção de que os critérios para autorização dos cortes teriam sido flexibilizados nos últimos anos. Diante disso, a população pede mais transparência sobre as avaliações técnicas realizadas antes da supressão de árvores e sobre as medidas de compensação ambiental adotadas pelo município.
Amma diz que corte seguiu avaliação técnica
Em nota, a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) informou que a supressão foi autorizada após vistoria técnica realizada a pedido da proprietária do imóvel.
Segundo a agência, uma das árvores, da espécie cássia, apresentava raízes que comprometiam a calçada e dificultavam a passagem de pedestres. Já a mangueira foi considerada inadequada para o local devido ao porte da espécie e ao tamanho dos frutos, que poderiam causar acidentes.
A Amma informou ainda que o processo prevê compensação ambiental. Neste caso, foi determinado o plantio de duas mudas de jasmim-do-caribe, responsabilidade atribuída à proprietária do imóvel.
A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) explicou que os serviços de poda e supressão são realizados, em sua maioria, durante a noite para reduzir impactos no trânsito. Segundo a companhia, as equipes também fazem a retirada dos resíduos e utilizam caminhões equipados para triturar galhos e folhagens durante a operação.
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