quarta-feira, 22 de julho de 2026
Subiu o tom

Caiado reage a Flávio e troca farpas com Eduardo nas redes sociais

Ex-governador de Goiás criticou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma sequência de publicações no X

Thiago Borgespor Thiago Borges em 22 de julho de 2026 às 16:08
Caiado reage a Flávio e troca farpas com Eduardo nas redes sociais
Foto: Divulgação

O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), voltou a elevar o tom contra os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após o senador e também pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atacar o sistema eleitoral brasileiro com informações falsas, o pessedista criticou o parlamentar. Antes, Caiado já havia trocado farpas com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A manifestação de Caiado ocorreu após Flávio afirmar, em um encontro com mais de 40 embaixadores em Brasília na última terça-feira (21), que “muitas” das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras seriam da empresa venezuelana Smartmatic. Em publicação no X (antigo Twitter), o ex-governador ironizou o episódio. “42 embaixadores numa sala: dava para vender soja. Dava para abrir mercado para a indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica!”, escreveu Caiado nesta quarta-feira (21).

Segundo Flávio, um relatório da CIA apontaria que a Smartmatic participou de um plano para fraudar as eleições presidenciais da Venezuela em 2012, quando o ex-presidente Hugo Chávez foi reeleito para o quarto mandato.

A afirmação, no entanto, foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota, a Corte reforça que a Smartmatic “não forneceu e nem fornece” as urnas utilizadas nas eleições brasileiras. “Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, afirma o Tribunal.

Crítica a Eduardo

Já em direção a Eduardo, a conta de Caiado no X fez uma sequência de tweets após o ex-deputado receber o green card. O ex-governador afirmou que quem precisa do documento é “o produtor brasileiro para entrar no mercado americano sem pagar pedágio”. 

“Precisamos valorizar e fortalecer o agro do nosso país, defender a indústria e proteger os empregos do Brasil. Não é turismo, é sobre autoridade moral para governar!”, escreveu. O green card é um documento emitido pelo governo americano que concede a estrangeiros o direito de viver e trabalhar legalmente nos EUA por tempo ilimitado.

Eduardo rebateu as declarações. “Green card quem precisa são os fazendeiros condenados no golpe da Disney, que o senhor não fala nada. É o preço que o senhor paga para participar dos coquetéis do STF e da elite de Brasília? Dando cidadania goiana aos perseguidores, o senhor deixa claro a quem atenderia caso chegasse à Presidência. E ainda vem falar de ‘autoridade moral’ para governar o Brasil. Faça-me o favor.”

Na resposta, Caiado comparou o filho do ex-presidente ao personagem Pateta, da Disney. “A diferença é que o Pateta da Disney é atrapalhado, mas bem-intencionado e inofensivo. Já o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos!”, concluiu.

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