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Polícia Civil mantém investigação contra estudante solta pela Justiça e nega erro de identificação

Delegado afirma que inquérito sobre suposto esquema de estelionato segue em andamento, apesar da revogação da prisão preventiva de Ellen Lorraine

Eduardo Silvapor Eduardo Silva em 25 de julho de 2026 às 17:26
Polícia Civil mantém investigação contra estudante solta pela Justiça e nega erro de identificação
Foto: reprodução

A Polícia Civil do Amapá afirmou que continuará investigando a estudante de Direito Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, mesmo após a revogação de sua prisão preventiva pela Justiça. A jovem, moradora de Trindade (GO), deixou a Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia na sexta-feira (24/7), após permanecer 21 dias presa por suspeita de integrar um grupo investigado por aplicar golpes envolvendo a Equatorial Energia. Em entrevista, o delegado Breno da Costa negou que tenha ocorrido erro de identificação e afirmou que o inquérito prosseguirá até a conclusão da apuração.

Segundo o delegado, a investigação ainda está em fase de análise de provas, documentos, depoimentos e materiais apreendidos, com o objetivo de esclarecer a autoria e a materialidade dos crimes investigados. Ele também destacou que a prisão dos suspeitos teria interrompido a atuação do grupo criminoso. De acordo com a Polícia Civil, cerca de 300 consumidores teriam sido vítimas do esquema e, desde a deflagração da operação, não houve novos registros do mesmo tipo de golpe no estado. Após o encerramento do inquérito, o caso será encaminhado ao Ministério Público do Amapá, que decidirá se apresentará denúncia à Justiça.

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A defesa de Ellen sustenta que a estudante foi presa por erro de identificação e afirma que ela colaborou integralmente com as investigações, entregando espontaneamente seu telefone celular, senhas bancárias e documentos. Os advogados também argumentam que não há qualquer vínculo entre a jovem e a organização criminosa investigada. Ao revogar a prisão preventiva, a magistrada responsável pelo caso entendeu que a semelhança entre os nomes das investigadas, aliada à ausência de indícios de movimentação financeira ou contato de Ellen com os demais suspeitos, não justificava a manutenção da medida cautelar.

Apesar da decisão judicial, a Polícia Civil reiterou que não houve troca de identidade e afirmou que Ellen foi individualizada durante a investigação. Conforme a corporação, a estudante é apontada como responsável pela criação de anúncios falsos na internet para atrair clientes da concessionária de energia elétrica do Amapá. Os investigados poderão responder por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O Ministério Público informou que o processo tramita sob sigilo e que os argumentos da defesa serão analisados no decorrer da ação. Enquanto Ellen responderá ao processo em liberdade, dois investigados continuam foragidos: os goianos Marcos Vinicius Souza Takahashi e Mauro Mayer de Castro Oliveira.

Com informações Mais Goiás

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