Defesa de Bolsonaro nega que ex-presidente tenha autorizado vídeo feito por IA
Advogados alegam que as restrições impostas por Moraes impedem que o ex-presidente tenha condições para conceder autorizações do tipo
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) negou que o ex-presidente tenha autorizado o vídeo produzido por inteligência artificial que reproduziu a imagem e a voz do ex-chefe do Executivo durante a convenção do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) à Presidência da República. A petição foi protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta aos questionamentos do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a defesa, as restrições impostas por Moraes impedem que o ex-presidente tenha condições para conceder autorizações do tipo. Os advogados citam a suspensão de 30 dias no direito a receber visitas e o impedimento de 90 dias de visitas de Flávio a Jair como evidências de que Bolsonaro não teve qualquer participação na elaboração do material.
Apesar da negativa sobre uma possível autorização do ex-presidente, a defesa alega que os filhos utilizam a imagem de Bolsonaro em eventos políticos com base na “relação de confiança existente entre pai e filhos” e que se trata de uma “prática notória e contínua”, desde os tempos em que o ex-presidente chefiava o Palácio do Planalto. Segundo os advogados, Bolsonaro nunca se opôs às práticas de utilização de sua imagem por parte dos filhos.
O documento enviado ao Supremo é assinado pelos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Bettamio Tesser, Saulo Lopes Segall, Gabriel Domingues e por Flávio Bolsonaro, que também é advogado.
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