quinta-feira, 30 de julho de 2026
Eleições 2026

Tereza Cristina sinaliza apoio para compor chapa de Flávio Bolsonaro como candidata a vice

A senadora ainda depende de aval da Federação União Progressista e da aprovação do PP em convenção nacional

Eduardo Silvapor Eduardo Silva em 30 de julho de 2026 às 16:20
Tereza Cristina sinaliza apoio para compor chapa de Flávio Bolsonaro como candidata a vice
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou a aliados, nesta quinta-feira (30), que decidiu aceitar o convite para disputar a Vice-Presidência da República na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL). Apesar da sinalização favorável, a composição ainda precisa superar etapas internas dentro da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além de ser aprovada oficialmente pelo Progressistas durante convenção partidária.

Após receber a manifestação positiva da parlamentar, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para avaliar o nível de apoio à possível aliança com o PL. Até então, a estratégia predominante da federação era manter neutralidade na disputa presidencial, preservando acordos regionais e priorizando a eleição de governadores, deputados e senadores. Mesmo com a articulação em andamento, integrantes da direção do partido ainda avaliam que uma coligação entre as legendas enfrenta resistência.

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Dentro do PL, Tereza Cristina é considerada a principal escolha para ocupar a vaga de vice. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, acredita que a participação da ex-ministra da Agricultura fortaleceria a candidatura de Flávio Bolsonaro, especialmente por sua influência junto ao agronegócio e pela possibilidade de aproximar a Federação União Progressista do projeto eleitoral.

Nas últimas semanas, a senadora passou a receber pressão de dirigentes do PL e de representantes do setor produtivo para integrar a chapa. Segundo um dirigente do União Brasil, sob condição de anonimato, uma conversa realizada recentemente contribuiu para que ela reconsiderasse sua posição. Até poucos dias atrás, Tereza Cristina demonstrava preferência por permanecer no Senado e trabalhar para disputar a Presidência da Casa em 2027, motivo que, segundo Valdemar Costa Neto, vinha pesando em sua resistência ao convite.

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