domingo, 25 de outubro de 2026
Investigação INSS

Ala do STF vê tentativa de tirar investigação sobre Lulinha da relatoria de André Mendonça

Setor do STF questiona distribuição de inquérito envolvendo filho de Lula

Otavio Augustopor em
Ala do STF vê tentativa de tirar investigação sobre Lulinha da relatoria de André Mendonça

Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia, em conversas reservadas, que a Polícia Federal (PF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o ministro Alexandre de Moraes adotaram uma estratégia para evitar que o ministro André Mendonça permanecesse na relatoria do inquérito que investiga Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A investigação foi distribuída por sorteio e, ao final, acabou sob a relatoria de Mendonça. No entanto, integrantes da Corte afirmam que a decisão de encaminhar o caso para livre distribuição buscava afastar a vinculação automática do processo ao ministro, responsável por outras investigações relacionadas ao caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

STF

Por que a relatoria gerou discussão?

Segundo integrantes do STF, parte dos ministros entende que o novo inquérito possui conexão com as investigações sobre fraudes envolvendo aposentadorias do INSS. A avaliação considera que a apuração surgiu a partir de elementos encontrados durante essas investigações e envolve personagens já citados em processos sob a responsabilidade de André Mendonça.

Apesar desse entendimento, a Polícia Federal sustentou que os fatos investigados são distintos e, por isso, defendeu que o caso fosse distribuído por sorteio entre os ministros da Corte.

Ao receber o pedido de investigação, o ministro Alexandre de Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República. O órgão concordou com a posição da PF e também defendeu a livre distribuição do processo.

Como ocorreu a distribuição do processo?

Após a manifestação da PGR, Alexandre de Moraes determinou que o caso fosse encaminhado para sorteio. O procedimento acabou designando André Mendonça como relator do inquérito.

Nos bastidores do STF, integrantes da Corte afirmam que a representação foi apresentada durante o período em que Moraes exercia a presidência da Corte no recesso do Judiciário. Segundo essa avaliação, a estratégia teria evitado que a decisão fosse tomada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin.

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De acordo com essa corrente, Fachin tem respaldado decisões de Mendonça em investigações relacionadas ao INSS e ao Banco Master.

Relação entre Mendonça, PF e PGR é apontada como fator

A avaliação de parte do Supremo também considera que o histórico recente de divergências entre André Mendonça, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República contribuiu para a discussão sobre a relatoria.

Em março, o ministro criticou a posição da PGR em uma investigação envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, Mendonça determinou que a Polícia Federal comunicasse qualquer alteração na equipe responsável pelas investigações do INSS e informasse o andamento das apurações.

A medida gerou reação da corporação, que acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para buscar a revisão da decisão.

Enquanto isso, o inquérito envolvendo Lulinha seguirá sob a relatoria de André Mendonça, após a definição do sorteio realizado pelo Supremo Tribunal Federal.

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Alexandre de Moraes André Mendonça inquérito inss Luís Cláudio Lula da Silva lulinha PGR Policia Federal STF Supremo Tribunal Federal

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