Eleições 2026

Com chapa indefinida, PT lança Luis Cesar Bueno ao Governo de Goiás 

Petistas chegam à convenção deste sábado (1º) sem acordo com aliados sobre as duas vagas ao Senado 

Thiago Borgespor Thiago Borges em 1 de agosto de 2026 às 01:05
Com chapa indefinida, PT lança Luis Cesar Bueno ao Governo de Goiás 
Formação da coligação de centro-esquerda depende das negociações para o restante da chapa | Foto: Y. Maeda/Alego

O PT goiano chega à convenção estadual da legenda neste sábado (1º) com a definição de que o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno será o candidato petista ao Palácio das Esmeraldas, mas sem acordo com os demais partidos da centro-esquerda para a composição do restante da chapa majoritária.

Após idas e vindas, a sigla bateu o martelo sobre a candidatura de Luis Cesar Bueno em uma reunião na última quarta-feira (29/7). A presidente estadual do PT, deputada federal Adriana Accorsi, e a presidente estadual do PSB, vereadora Aava Santiago, estiveram em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Na reunião, tanto Accorsi quanto Aava reiteraram para Lula que seguirão com suas pré-candidaturas à Câmara dos Deputados. O desejo do presidente era que as duas participassem da chapa majoritária, com a petista na disputa pelo Governo do Estado e a pessebista ao Senado.

Com a recusa das parlamentares, Cesar Bueno recebeu o aval da direção nacional do partido para seguir com o projeto que mira o Executivo estadual. O ex-deputado deve contar com apoio de, além dos partidos da federação Brasil Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB, PDT e da federação PSOL-Rede.

Negociações continuam

Porém, a formação da coligação, que seria a segunda maior entre os postulantes ao governo estadual, atrás apenas do arco de alianças do governador Daniel Vilela (MDB), depende das negociações para o restante da composição da chapa.

Ao O HOJE, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, reitera que o partido irá apoiar Cesar Bueno para fortalecer o palanque de Lula no Estado e que “provavelmente” a legenda terá a indicação para vice. Inicialmente pré-candidato ao Senado, o advogado Carlos Mundim é o principal cotado para ser o companheiro de chapa do ex-deputado estadual.

O presidente do PDT em Goiás, Kowalsky Ribeiro, já havia confirmado ao O HOJE que a legenda, apesar de manter conversas com a base governista e com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), mantém como pré-requisito o apoio à reeleição de Lula para qualquer aliança à nível estadual. Na prática, a definição da aliança nacional dificulta a coligação com Daniel, que fará palanque ao ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) para a disputa presidencial, e com Marconi, que já recusou investidas para compor com PT e apoiar Lula.

A indicação dos nomes ao Senado continua como maior entrave entre as legendas de centro-esquerda. A direção estadual do PT espera concluir as negociações até este sábado. Um acordo para que a federação PSOL-Rede fique com a primeira vaga, que deve ser preenchida pela presidente do PSOL estadual, Cíntia Dias, já está encaminhado. Já a segunda vaga está entre o PSB e o PCdoB, que aguardam um posicionamento das direções nacionais.

PSB não abre mão

Aava já sinalizou que o partido não irá abrir mão da segunda vaga e que, caso a pré-candidata ao Senado, Isaura Lemos, seja preterida na disputa, o partido pode desembarcar da aliança com os partidos de centro-esquerda para lançar a ex-deputada estadual. Isaura tem a concorrência do ex-deputado federal Aldo Arantes (PCdoB). Além disso, o PV mantém a pré-candidatura do ex-procurador-geral de Goiânia, Ricardo Dias, à Casa Alta.

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