Grupo suspeito de desmanchar caminhonetes é alvo de operação em Goiás
Investigação aponta que organização recebia veículos furtados em outros estados, desmontava as caminhonetes e revendia as peças no mercado ilegal em Goiânia.
A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Contumazes para desarticular um grupo suspeito de atuar no desmanche de caminhonetes Toyota Hilux furtadas e roubadas em outros estados. A ação, coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo um estabelecimento comercial de autopeças e residências na capital.
De acordo com a corporação, a investigação teve início após a prisão em flagrante de três homens, em junho do ano passado, enquanto desmontavam uma caminhonete Toyota Hilux furtada poucos dias antes no estado de São Paulo. Na ocasião, os policiais também constataram que o veículo circulava com placas falsas, utilizadas para dificultar a identificação da origem criminosa.
Investigação revelou estrutura do esquema
Com autorização da Justiça para acessar os celulares apreendidos durante o flagrante, os investigadores conseguiram ampliar a apuração e identificar outros envolvidos no esquema. Segundo a Polícia Civil, o grupo seria responsável por receber caminhonetes furtadas, desmontar os veículos e comercializar as peças no mercado ilegal.
Conforme explicou a delegada Rafaela Azzi, as investigações apontaram que um lojista da capital seria o responsável por receber os componentes veiculares para revendê-los no mercado de peças usadas. Os policiais também identificaram um suspeito encarregado de buscar os veículos furtados em São Paulo e transportá-los para Goiás utilizando placas falsas para ocultar a origem ilícita das caminhonetes.
Durante a operação desta quinta-feira, os agentes cumpriram mandados tanto no comércio investigado quanto nas residências dos suspeitos, com o objetivo de reunir novas provas que possam fortalecer as investigações.
A Polícia Civil informou ainda que o nome Operação Contumazes faz referência ao histórico dos investigados. Segundo a corporação, tanto o proprietário da loja quanto outro integrante do grupo já haviam sido alvo de investigações anteriores pelos mesmos tipos de crime, o que reforça a suspeita de atuação recorrente no esquema de receptação, desmanche e comercialização ilegal de peças automotivas.
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