Adolescente com deficiência é agredido novamente em Goiânia; veja vídeo
Mãe afirma que adolescente está abalado, sofre ameaças e provocações após ataque em abril deste ano
Um adolescente de 15 anos, com deficiência intelectual, foi novamente agredido dentro do condomínio onde mora, em Goiânia. O caso aconteceu na tarde de quinta-feira (6), e imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o jovem é agredido por duas mulheres.
A mãe do adolescente, Cynara Oliveira, registrou um boletim de ocorrência e afirma estar com medo de que o filho seja novamente vítima de violência. Segundo ela, além da nova agressão, o adolescente continua sendo alvo de ameaças e provocações relacionadas ao ataque que sofreu em abril deste ano, quando teve o corpo incendiado dentro do próprio condomínio.
Em entrevista exclusiva ao O HOJE, Cynara contou que o filho está emocionalmente abalado e que a família busca ajuda para lidar com as consequências das agressões.
Segundo a mãe, nesta terça-feira (11), ela esteve com o adolescente no CAPS Girassol, em Goiânia, onde conversou com uma psicóloga sobre o que aconteceu.
Cynara afirma que, durante o atendimento, o filho relatou que a mulher que aparece nas imagens da nova agressão teria feito ameaças contra ele. Segundo o adolescente, ela teria dito que ele passou pelo local xingando-a. A mãe, no entanto, afirma que ainda não sabe exatamente o que teria motivado a discussão.
“Hoje nós tivemos no CAPS Girassol conversando com a psicóloga. Ele falou que essa senhora que bateu nele de pau ameaçou ele. Ela disse que ele passou lá xingando ela, mas eu não sei bem o porquê.”
Mãe teme que filho seja novamente atacado
Cynara afirma que o adolescente continua sendo provocado por moradores do condomínio desde o episódio de abril.
Segundo ela, o filho passou a ser chamado de “churrasco” e “queimado” por causa das queimaduras sofridas no ataque anterior.
“Ele disse que eles ficaram falando que ele podia ter queimado, mas chamaram ele de churrasco, queimado.”
Para a mãe, as provocações e ameaças aumentam a preocupação com a segurança do adolescente, que possui deficiência intelectual e epilepsia de difícil controle.
Cynara afirma que tem dificuldades para manter o filho dentro de casa e teme que ele saia sozinho e volte a ser vítima de violência.
“Eu estou vendo a hora que eu perco essa criança, porque é muito difícil para mim segurar ele dentro de casa. Quando eu vejo, ele já saiu.”
Segundo a mãe, o objetivo agora é conseguir ajuda para garantir a segurança e o acompanhamento adequado do adolescente.
“Eu estou procurando ajuda de todos os jeitos. Estou sem saber o que fazer da minha vida.”
Nova agressão foi registrada por câmeras
As imagens da nova ocorrência mostram o adolescente sendo abordado por duas mulheres. A gravação foi feita na tarde de 6 de agosto, dentro do condomínio onde a família mora.
A mãe registrou um boletim de ocorrência sobre o episódio. A Polícia deverá analisar as imagens e os demais elementos apresentados para apurar as circunstâncias da agressão.
A família também busca acompanhamento psicológico para o adolescente, que, segundo Cynara, ficou ainda mais abalado depois do novo episódio.
Relembre o caso
Em abril deste ano, O HOJE revelou com exclusividade que Victor Phelipe, então com 15 anos, havia sido amarrado, teve álcool jogado sobre o corpo e foi incendiado por outros jovens dentro do Condomínio Orquídea, no Jardim do Cerrado 7, em Goiânia.
O ataque aconteceu na manhã de 2 de abril. O adolescente foi socorrido pelo avô, que trabalhava como porteiro no mesmo condomínio, e levado inicialmente ao Hospital de Queimaduras, no Setor Oeste.
Depois, Victor foi transferido para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Segundo a mãe, ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus.
Na época, Cynara relatou à reportagem a revolta e o desespero ao descobrir o que havia acontecido com o filho.
“Pegou meu filho, amarrou, tacou álcool e jogou fogo nele.”
A mãe também afirmou que não havia justificativa para o ataque.
“Nada justifica uma criança amarrar a outra e tocar fogo. Ele queimou bastante.”
Família volta a pedir ajuda
Meses depois do primeiro episódio, a família volta a enfrentar uma situação de violência envolvendo o adolescente.
Para Cynara, o novo caso mostra que o filho continua vulnerável dentro do próprio local onde deveria estar protegido.
Além da investigação sobre a nova agressão, a mãe busca apoio psicológico e assistência para garantir que o adolescente possa permanecer em segurança e superar os impactos provocados pelos episódios de violência.
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