terça-feira, 11 de agosto de 2026
EXCLUSIVO

Adolescente com deficiência é agredido novamente em Goiânia; veja vídeo

Mãe afirma que adolescente está abalado, sofre ameaças e provocações após ataque em abril deste ano

Micael Mourapor Micael Moura em
Goiânia
O caso aconteceu na tarde de quinta-feira (6), e imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o jovem é agredido por duas mulheres Foto: Reprodução

Um adolescente de 15 anos, com deficiência intelectual, foi novamente agredido dentro do condomínio onde mora, em Goiânia. O caso aconteceu na tarde de quinta-feira (6), e imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o jovem é agredido por duas mulheres.

A mãe do adolescente, Cynara Oliveira, registrou um boletim de ocorrência e afirma estar com medo de que o filho seja novamente vítima de violência. Segundo ela, além da nova agressão, o adolescente continua sendo alvo de ameaças e provocações relacionadas ao ataque que sofreu em abril deste ano, quando teve o corpo incendiado dentro do próprio condomínio.

Em entrevista exclusiva ao O HOJE, Cynara contou que o filho está emocionalmente abalado e que a família busca ajuda para lidar com as consequências das agressões.

Segundo a mãe, nesta terça-feira (11), ela esteve com o adolescente no CAPS Girassol, em Goiânia, onde conversou com uma psicóloga sobre o que aconteceu.

Cynara afirma que, durante o atendimento, o filho relatou que a mulher que aparece nas imagens da nova agressão teria feito ameaças contra ele. Segundo o adolescente, ela teria dito que ele passou pelo local xingando-a. A mãe, no entanto, afirma que ainda não sabe exatamente o que teria motivado a discussão.

“Hoje nós tivemos no CAPS Girassol conversando com a psicóloga. Ele falou que essa senhora que bateu nele de pau ameaçou ele. Ela disse que ele passou lá xingando ela, mas eu não sei bem o porquê.”

Mãe teme que filho seja novamente atacado

Cynara afirma que o adolescente continua sendo provocado por moradores do condomínio desde o episódio de abril.

Segundo ela, o filho passou a ser chamado de “churrasco” e “queimado” por causa das queimaduras sofridas no ataque anterior.

“Ele disse que eles ficaram falando que ele podia ter queimado, mas chamaram ele de churrasco, queimado.”

Para a mãe, as provocações e ameaças aumentam a preocupação com a segurança do adolescente, que possui deficiência intelectual e epilepsia de difícil controle.

Cynara afirma que tem dificuldades para manter o filho dentro de casa e teme que ele saia sozinho e volte a ser vítima de violência.

“Eu estou vendo a hora que eu perco essa criança, porque é muito difícil para mim segurar ele dentro de casa. Quando eu vejo, ele já saiu.”

Segundo a mãe, o objetivo agora é conseguir ajuda para garantir a segurança e o acompanhamento adequado do adolescente.

“Eu estou procurando ajuda de todos os jeitos. Estou sem saber o que fazer da minha vida.”

Nova agressão foi registrada por câmeras

As imagens da nova ocorrência mostram o adolescente sendo abordado por duas mulheres. A gravação foi feita na tarde de 6 de agosto, dentro do condomínio onde a família mora.

A mãe registrou um boletim de ocorrência sobre o episódio. A Polícia deverá analisar as imagens e os demais elementos apresentados para apurar as circunstâncias da agressão.

A família também busca acompanhamento psicológico para o adolescente, que, segundo Cynara, ficou ainda mais abalado depois do novo episódio.

Relembre o caso

Em abril deste ano, O HOJE revelou com exclusividade que Victor Phelipe, então com 15 anos, havia sido amarrado, teve álcool jogado sobre o corpo e foi incendiado por outros jovens dentro do Condomínio Orquídea, no Jardim do Cerrado 7, em Goiânia.

O ataque aconteceu na manhã de 2 de abril. O adolescente foi socorrido pelo avô, que trabalhava como porteiro no mesmo condomínio, e levado inicialmente ao Hospital de Queimaduras, no Setor Oeste.

Depois, Victor foi transferido para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Segundo a mãe, ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus.

Na época, Cynara relatou à reportagem a revolta e o desespero ao descobrir o que havia acontecido com o filho.

“Pegou meu filho, amarrou, tacou álcool e jogou fogo nele.”

A mãe também afirmou que não havia justificativa para o ataque.

“Nada justifica uma criança amarrar a outra e tocar fogo. Ele queimou bastante.”

Família volta a pedir ajuda

Meses depois do primeiro episódio, a família volta a enfrentar uma situação de violência envolvendo o adolescente.

Para Cynara, o novo caso mostra que o filho continua vulnerável dentro do próprio local onde deveria estar protegido.

Além da investigação sobre a nova agressão, a mãe busca apoio psicológico e assistência para garantir que o adolescente possa permanecer em segurança e superar os impactos provocados pelos episódios de violência.

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