quarta-feira, 14 de outubro de 2026
OPINIÃO

RJ: Debate na Band expõe estratégias para a corrida ao Palácio Guanabara

O primeiro debate entre candidatos ao Governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026 abriu oficialmente uma nova etapa da disputa pelo Palácio Guanabara

Redação O Hojepor em
band

Por Luciana Perez

Realizado no último domingo (9), na Casa Firjan, o encontro promovido pela Band colocou frente a frente diferentes projetos para o estado e antecipou uma campanha que promete ser marcada por fortes confrontos políticos.

Mas antes mesmo do primeiro confronto, uma ausência chamou atenção: Eduardo Paes, candidato do PSD e um dos nomes mais competitivos da disputa, decidiu não participar do debate.

A campanha do ex-prefeito do Rio afirmou que a decisão ocorreu por orientação jurídica. Segundo a justificativa apresentada, Paes não participaria de debates e sabatinas antes do início oficial da campanha, previsto para 16 de agosto, e antes da confirmação dos registros das candidaturas pela Justiça Eleitoral.

A ausência acabou se transformando em um dos principais assuntos políticos do dia. Se, de um lado, a estratégia evita que o candidato seja alvo direto dos adversários neste início da disputa, de outro, abre espaço para que os concorrentes ocupem o debate e apresentem suas próprias narrativas ao eleitor.

E esse talvez seja um dos principais efeitos do encontro: em uma eleição ainda no começo, cada minuto de televisão pode representar uma oportunidade para crescer, se apresentar e atacar o adversário que não está presente.

SEGURANÇA NO CENTRO DA DISPUTA

Entre os temas que devem dominar a corrida eleitoral está a segurança pública, uma das áreas mais sensíveis para o eleitor fluminense.

O debate também reforçou uma característica histórica das eleições do Rio: a disputa pelo governo estadual não se limita à política partidária. Segurança, saúde, transporte, educação, desenvolvimento econômico e a relação entre Estado e municípios deverão ocupar espaço central na campanha.

AUSÊNCIA QUE FALA

Politicamente, a ausência de Paes pode ser interpretada de diferentes maneiras.

Para seus adversários, a decisão pode ser explorada como falta de disposição para enfrentar questionamentos. Para sua campanha, entretanto, trata-se de uma estratégia jurídica e eleitoral para evitar antecipar confrontos antes do início formal da campanha.

O fato é que o debate acabou produzindo uma situação curiosa: o candidato que não estava presente também esteve no centro da discussão.

E isso revela o tamanho do peso de Paes na eleição deste ano.

A ELEIÇÃO COMEÇA A ESQUENTAR

O primeiro debate da Band mostra que a eleição para o Governo do Rio está deixando de ser apenas uma disputa de bastidores.

A partir de agora, os candidatos terão que responder a uma pergunta fundamental: qual projeto pretende enfrentar os principais problemas do estado e, principalmente, convencer o eleitor de que é capaz de governar o Rio?
A resposta deverá aparecer nos próximos debates, nas ruas e, sobretudo, durante uma campanha que promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos.

No Rio, a corrida pelo Palácio Guanabara está apenas começando. E o primeiro debate deixou uma certeza: mesmo quem escolhe não entrar no ringue pode acabar virando o principal assunto da luta.

 

(Especial para O HOJE)

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