Como está o cenário presidencial hoje: Lula continua na frente, mas a vantagem diminuiu
O cenário presidencial de 2026 está bem mais competitivo e polarizado e os números mais recentes indicam que a disputa está se concentrando principalmente entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)
Por Luciana Perez
Levantamentos recentes mostram o presidente liderando nacionalmente, mas com uma distância menor em relação ao principal nome do campo bolsonarista. Em pesquisa Datafolha de julho, Lula aparecia com 40% contra 32% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro virou o principal adversário de Lula.
O senador passou a ocupar o espaço que anteriormente era atribuído a outros nomes da direita, especialmente depois de Tarcísio de Freitas sinalizar prioridade à disputa pelo governo de São Paulo. A estratégia do PL agora é transformar Flávio no candidato capaz de reunir o eleitorado bolsonarista e ampliar alianças no centro.
Segundo turno está praticamente no centro da estratégia.
Uma pesquisa BTG/Nexus divulgada hoje, 10 de agosto, mostra Lula com 47% e Flávio com 44% em um eventual segundo turno — uma diferença dentro de uma faixa bastante apertada.
Tarcísio continua sendo um nome importante, mas em outra configuração.
O governador de São Paulo permanece relevante no campo da direita, porém sua decisão de priorizar a reeleição em São Paulo muda completamente o tabuleiro presidencial. Isso deixa Flávio com mais espaço para tentar consolidar a candidatura nacional.
O centro ainda é o grande ponto de interrogação.
Nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema continuam aparecendo, mas hoje estão muito atrás dos dois principais polos em pesquisas nacionais. Em levantamento Vox Brasil de maio, Lula tinha 41,5%, Flávio 32,1%, Caiado 5,9% e Zema 4,1%.
O que deixa essa eleição interessante
A grande questão não é simplesmente “Lula x Flávio”. É saber até onde Flávio consegue crescer fora do eleitorado tradicional de Bolsonaro.
Para Lula, o desafio é manter a liderança e evitar que a eleição se transforme em um plebiscito sobre o governo.
Para Flávio, o desafio é maior: herdar a força eleitoral de Bolsonaro sem ficar restrito ao eleitorado bolsonarista.
E existe ainda uma variável importante: São Paulo. Pesquisas recentes mostram que o estado pode ter comportamento bastante diferente do cenário nacional, com nomes da direita apresentando desempenho forte.
(Especial para O HOJE)
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