Do palco para as urnas: Famosos transformam popularidade em projeto político nas eleições de 2026
A política brasileira ganhou um novo ingrediente para as eleições de 2026: a chegada de uma verdadeira constelação de nomes conhecidos do público
Por Luciana Perez
Artistas, apresentadores, jornalistas, influenciadores e ex-atletas estão deixando os holofotes para tentar conquistar espaço no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas.
A lista reúne personalidades de diferentes áreas e de diferentes correntes políticas. Entre os nomes que anunciaram intenção de disputar uma vaga estão Rachel Sheherazade, Silvia Abravanel, Val Marchiori, Geraldo Luís, Gracyanne Barbosa, Antônia Fontenelle, Edmundo, Manoel Gomes do Hit caneta azul, Léo Áquilla e MC Darlan, entre outros.
A maioria mira uma vaga de deputado federal ou estadual. A aposta é simples: transformar a popularidade conquistada na televisão, na música, no esporte ou nas redes sociais em votos.
FAMA GARANTE VOTO?
É justamente aí que começa a grande discussão.
Ter milhões de pessoas conhecendo um rosto pode ajudar a construir uma campanha, mas não significa necessariamente ter votos suficientes para vencer uma eleição.
A política exige algo diferente da televisão ou das redes sociais: estrutura partidária, alianças, capacidade de articulação e, principalmente, uma mensagem capaz de convencer o eleitor.
Por outro lado, a celebridade entra na disputa com uma vantagem importante: ela já possui reconhecimento de nome.
Enquanto um candidato desconhecido precisa gastar tempo e recursos para se apresentar ao eleitor, o famoso começa a campanha sendo reconhecido por milhões de pessoas.
DO ENTRETENIMENTO PARA O CONGRESSO
Um dos exemplos é Silvia Abravanel, que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Outro nome de destaque é o apresentador Geraldo Luís, que também mira o Congresso. No esporte, o ex-jogador Edmundo aparece como candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Entre os nomes ligados ao entretenimento e às redes sociais também aparecem Gracyanne Barbosa, Val Marchiori, Antônia Fontenelle e Manoel Gomes, mostrando que o fenômeno ultrapassa a televisão tradicional e alcança diferentes públicos da cultura popular e da internet.
O ELEITOR ESTÁ CANSADO DA POLÍTICA TRADICIONAL?
A entrada de celebridades também revela uma mudança no comportamento eleitoral.
Parte do eleitorado demonstra interesse por candidatos que vêm de fora da política tradicional. São pessoas que chegam prometendo representar categorias, grupos sociais ou pautas específicas a partir de suas próprias experiências.
Mas existe uma pergunta que deve acompanhar todos esses candidatos:
ser conhecido é suficiente para governar?
A resposta será dada pelas urnas.
A ELEIÇÃO DOS FAMOSOS
O fenômeno não é novo. O Brasil já elegeu artistas, cantores, jogadores de futebol, apresentadores e outras personalidades para diferentes cargos.
A diferença, agora, está na força das redes sociais.
Instagram, TikTok, YouTube e outras plataformas permitem que uma personalidade mantenha contato direto com milhões de seguidores, sem depender exclusivamente da televisão ou do horário eleitoral.
Isso pode transformar a fama em uma poderosa ferramenta eleitoral.
Mas também aumenta a cobrança. Ao entrar na política, o famoso deixa de ser avaliado apenas pelo trabalho artístico ou pela presença na televisão. Passa a ser cobrado por propostas, posicionamentos, votações e resultados.
DE CELEBRIDADE A POLÍTICO
As eleições de 2026 vão mostrar se essa nova onda de celebridades consegue ultrapassar a barreira da fama e se transformar em força política.
No fim das contas, o eleitor terá que decidir se quer apenas um rosto conhecido na urna ou alguém preparado para ocupar um cargo público.
Do palco para o plenário, a pergunta agora é outra: quem vai conseguir transformar aplausos em votos?
(Especial para O HOJE)
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