Diagnóstico do filho inspira ação para autistas em Goiânia
Segunda edição do Laço Azul reúne 260 participantes nesta sexta-feira (14), com atividades gratuitas, atendimentos e programação voltada também às famílias
O diagnóstico de autismo do filho levou o empresário Vinícius Kelldrin a olhar de outra forma para as dificuldades enfrentadas por famílias que convivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dessa experiência nasceu, no ano passado, o Laço Azul, iniciativa que reúne lazer, convivência e acesso a serviços gratuitos. A segunda edição acontece nesta sexta-feira (14), das 13h às 18h, no Rancho Laço Azul, em Goiânia.
Ao todo, 260 pessoas, entre crianças, jovens e adultos ligados a cinco instituições, participarão da programação. O evento terá transporte para facilitar o deslocamento até o local e atividades distribuídas ao longo da tarde.
Brinquedoteca, pintura facial, manipulação de balões, apresentações circenses e oficina de culinária estão entre as atrações. Os participantes também terão acesso a corte de cabelo, avaliação e atendimento odontológico. No palco, a programação inclui palestra sobre comportamento, Circo do Palhaço Bulacha, Tia Malu e o projeto Brincar Como Antigamente.
Para Vinícius, a proposta é fazer com que a iniciativa avance para além de um encontro anual e alcance um número maior de famílias.
“Para este ano, nosso objetivo não é apenas fazer um evento maior, mas ampliar o impacto da iniciativa. Queremos que mais pessoas conheçam a causa, que mais empresas se envolvam e que o Laço Azul se fortaleça como uma plataforma permanente de conscientização e de ajuda a famílias de baixa renda que possuem uma criança ou adulto com autismo”, afirma.
Projeto quer ampliar alcance
A expectativa é que o Laço Azul ganhe novas ações em 2027. Entre os planos estão promover encontros menores durante o ano, diversificar as atividades e ampliar a participação de empresas e parceiros.
Nesta edição, participam o Instituto Felipe Moura, a Apae de Aparecida de Goiânia, o Instituto Sarah Jacob, a AFAAG Autismo e a APC+.
O evento acontece em um cenário em que o número de brasileiros diagnosticados com autismo começa a ser dimensionado de forma mais precisa. Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2,4 milhões de pessoas declararam ter diagnóstico de TEA, o equivalente a 1,2% da população. Entre crianças de 5 a 9 anos, a proporção chega a 2,6%.
O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento que acompanha a pessoa ao longo da vida e pode se manifestar de diferentes maneiras, especialmente na comunicação, na interação social, no comportamento e nos interesses.
Ao reunir atividades de lazer, serviços e convivência em um mesmo espaço, o Laço Azul busca alcançar não apenas pessoas autistas, mas também pais, responsáveis e familiares que lidam diariamente com demandas por informação, acesso e inclusão.
A iniciativa é promovida pela empresa Kelldrin, com gestão cultural do Instituto Fluir, patrocínio da AVAGUI e fomento do Programa Goyazes, do Governo de Goiás.
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