segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Operação PCGO

Suspeito de mandar matar ex-prefeito de Pontalina é preso

Investigação aponta monitoramento da vítima por cerca de duas horas e meia antes do ataque; cinco mandados de busca também são cumpridos

Renata Ferrazpor em
Suspeito de mandar matar ex-prefeito de Pontalina é preso
Ex-prefeito de Pontalina José Porto de Andrade - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás  realizou nesta sexta-feira (14) a Operação Carta Marcada para investigar o homicídio do ex-prefeito de Pontalina, atingido por disparos de arma de fogo no dia 21 de julho. A vítima permaneceu internada por cerca de duas semanas e morreu no dia 5 de agosto. Durante a operação, os policiais cumprem dois mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão em quatro municípios goianos.

As diligências apontaram que o crime teria sido planejado e envolvido uma divisão de tarefas entre os participantes. A investigação identificou indícios da atuação de um possível mandante e de um intermediador, que teria sido responsável por ações preparatórias antes da execução do homicídio.

Vítima foi monitorada antes dos disparos

Segundo a investigação, o ex-prefeito teria sido monitorado pelo executor durante aproximadamente duas horas e meia antes de ser abordado. Em seguida, ele foi atingido por disparos de arma de fogo em Pontalina.

Após o ataque, a vítima foi socorrida e permaneceu hospitalizada. Mesmo com o atendimento médico, morreu no dia 5 de agosto em decorrência dos ferimentos.

A partir das informações reunidas durante a investigação, a Polícia Civil passou a apurar não apenas a identidade do responsável pelos disparos, mas também a possível participação de outras pessoas no planejamento do crime.

Mandante é alvo da operação

A operação busca cumprir dois mandados de prisão temporária relacionados à investigação. Entre os alvos está o suspeito apontado como possível mandante do homicídio. A polícia também investiga a participação de um intermediador, que teria atuado na preparação do crime.

Além das prisões, os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão. A intenção é localizar a arma que teria sido utilizada no homicídio, além de aparelhos eletrônicos, rádios comunicadores, documentos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o planejamento e a execução do crime.

As diligências são realizadas simultaneamente em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Nova Crixás e Matrinchã. A operação reúne cerca de 50 policiais civis distribuídos em cinco equipes.

Participam da ação agentes do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Caldas Novas e de Aparecida de Goiânia, da Delegacia de Polícia de Pontalina, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), do Grupo Tático 3 (GT3) e de unidades responsáveis pelo apoio nas cidades onde os mandados são cumpridos.

A Polícia Civil informou que a operação também tem como objetivo identificar todos os envolvidos no homicídio e esclarecer a participação de cada um deles. As investigações continuam para reunir novos elementos sobre a motivação e a dinâmica do crime.

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