Operação prende dois PMs suspeitos de tortura e extorsão contra mulheres em Goiânia
Uma das vítimas morreu e a outra, que estava grávida, perdeu o bebê; crimes teriam ocorrido entre maio e junho deste ano
Uma investigação sobre a morte de uma mulher após uma série de agressões levou à prisão temporária de dois policiais militares nesta sexta-feira (21), em Goiânia. Os militares são suspeitos de envolvimento em crimes de tortura e extorsão contra duas mulheres que trabalhavam com reciclagem na região Noroeste da capital. Uma das vítimas morreu após sofrer uma grave lesão na cabeça, enquanto a outra, que estava grávida, perdeu o bebê.
A operação foi deflagrada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), e também cumpriu dois mandados de busca e apreensão. Segundo as investigações, os episódios de violência teriam ocorrido entre maio e junho de 2026. A motivação dos crimes ainda não foi esclarecida.
Mulher morreu após agressões
Segundo a Polícia Civil, uma das vítimas foi violentamente agredida e sofreu um grave ferimento na cabeça. Ela chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu. A causa da morte foi apontada como traumatismo cranioencefálico.
As circunstâncias da agressão e a relação dos policiais com a morte são investigadas pela DIH. A corporação também busca reunir provas que ajudem a esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar todos os envolvidos.
A outra mulher também teria sido submetida aos episódios de violência investigados. Ela estava grávida quando os crimes teriam ocorrido e perdeu o bebê. As circunstâncias da perda também fazem parte das apurações.
Prisões ocorreram nesta sexta
Os dois policiais investigados são lotados no 13º Batalhão da Polícia Militar do Estado de Goiás (13º BPM). Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão.
Um dos militares estava de serviço no momento em que foi localizado e encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar. O outro estava de férias e foi preso durante o cumprimento das ordens judiciais.
Após os procedimentos iniciais, os dois deverão prestar depoimento e, posteriormente, ser encaminhados para uma unidade prisional militar.
Polícia procura novas provas
As buscas realizadas durante a operação têm como objetivo localizar objetos e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos crimes. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre os materiais eventualmente apreendidos.
A investigação também procura esclarecer qual teria sido a motivação das agressões e da extorsão. A participação de outras pessoas, caso existam, também poderá ser apurada no decorrer das diligências.
Os nomes dos policiais não foram divulgados pelas autoridades. Até a última atualização desta reportagem, não havia sido localizada a defesa dos investigados para manifestação.
Corregedoria acompanha operação
A ação contou com equipes da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, da Corregedoria da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Grupo Tático 3 (GT3).
Em nota, a Polícia Militar de Goiás informou que a operação é coordenada pela Polícia Civil e que a Corregedoria foi comunicada previamente sobre o cumprimento dos mandados judiciais.
A corporação afirmou que acompanha a ação e presta o apoio necessário aos trabalhos. A PM também destacou que equipes especializadas participam da operação.
A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias dos crimes, incluindo a morte de uma das mulheres, a perda do bebê pela segunda vítima e a possível motivação para as agressões e extorsões.
Os dois policiais foram presos temporariamente e permanecem à disposição das autoridades. A expectativa é de que os depoimentos e os materiais recolhidos durante as buscas contribuam para o avanço da investigação.
Como a operação ainda está em andamento, a Polícia Civil informou que novas informações poderão ser divulgadas posteriormente, conforme o avanço das diligências e sem comprometer o andamento do caso.
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