Vai passear com o pet? Calor em Goiânia exige cuidado até com o asfalto
Temperaturas elevadas aumentam risco de queimaduras nas patas, desidratação e hipertermia; veja como identificar quando o animal está sofrendo com o calor
Antes de colocar a coleira no cachorro e sair para aquele passeio no meio da tarde, vale conferir não apenas a temperatura do ar, mas também as condições do chão. Com Goiânia podendo alcançar os 33°C nesta sexta-feira (21), os dias quentes exigem mudanças também na rotina dos animais de estimação.
A previsão do INMET aponta ainda outro fator de atenção: a umidade relativa do ar pode cair para apenas 20% na capital. As altas temperaturas podem provocar hipertermia, desidratação, dificuldades respiratórias e até queimaduras nas patas dos animais. E alguns pets podem sofrer mais. Animais idosos, obesos e de raças braquicefálicas estão entre aqueles que exigem atenção especial durante períodos de calor intenso.
O perigo pode estar no chão
O piso aquecido pelo sol está entre os riscos que podem passar despercebidos pelos tutores. Por isso, os passeios devem ser feitos preferencialmente nos horários mais frescos, evitando os períodos de calor mais intenso.
Em casa, o animal precisa ter água fresca sempre disponível e acesso a ambientes arejados e sombreados. E uma regra é fundamental: nunca deixe o cachorro ou gato sozinho dentro de um veículo fechado.
Seu pet está ofegante? Fique atento
Nos cães, alguns dos sinais de desconforto provocados pelo calor são mais perceptíveis. Ofegância intensa, respiração acelerada e língua muito vermelha merecem atenção. Com os gatos, os sinais podem ser mais discretos. A respiração acelerada é um dos indicativos. Em quadros mais graves, o gato pode começar a respirar pela boca. Fraqueza, salivação excessiva, vômitos e tremores também são sinais de alerta.
Nessas situações, a recomendação é retirar o animal do ambiente quente, levá-lo para um lugar fresco, oferecer pequenas quantidades de água e iniciar o resfriamento do corpo gradualmente. O atendimento veterinário deve ser procurado o mais rápido possível.
Até a comida pode mudar com o calor
O calor também pode afetar o apetite dos animais. Uma alternativa é oferecer as refeições nos horários mais frescos e não deixar os potes de comida expostos diretamente ao sol. Alimentos úmidos, como sachês e patês, também podem contribuir para a hidratação.
Em dias de calor e ar seco como os previstos para Goiânia, observar mudanças no comportamento do animal pode fazer diferença. Se o pet ficar excessivamente ofegante, fraco ou apresentar outros sinais de mal-estar, o quadro não deve ser ignorado.
Como ajudar o pet a driblar o calorão
- Água fresca o dia inteiro: mantenha os potes sempre abastecidos e faça trocas frequentes para que a água permaneça agradável.
- Espalhe potes pela casa: ter mais de um ponto de hidratação pode facilitar o acesso do animal à água.
- Aposte em alimentos úmidos: sachês e patês podem ajudar a aumentar a ingestão de líquidos.
- Escolha os horários mais frescos para passear: evite sair com o animal nos períodos de calor mais intenso.
- Teste o chão antes do passeio: pisos aquecidos pelo sol podem provocar queimaduras nas patas.
- Sombra e ventilação são essenciais: deixe o pet descansar em ambientes frescos, arejados e protegidos do sol.
- Evite brincadeiras muito intensas: atividades físicas em locais quentes ou abafados podem aumentar o desconforto térmico.
- Mude o horário das refeições: se o pet perder o apetite com o calor, tente oferecer a comida nos períodos mais frescos do dia.
- Nunca deixe o animal dentro do carro: mesmo por pouco tempo, ambientes fechados podem se tornar perigosamente quentes.
- Observe o comportamento: ofegância intensa, fraqueza, salivação excessiva, vômitos e tremores são sinais de alerta. Em caso de mal-estar, leve o animal para um lugar fresco, faça o resfriamento gradualmente e procure atendimento veterinário.
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