Motorista é condenado a 8 anos por morte de cozinheira em Goiânia
Ithalo Vilela de Santana foi condenado por dolo eventual após atropelar Rosângela Ribeiro da Silva, que estava em uma motocicleta a caminho do trabalho
O Ministério Público de Goiás (MPGO) obteve, nesta quinta-feira (27), a condenação de Ithalo Vilela de Santana pela morte da cozinheira Rosângela Ribeiro da Silva, de 51 anos, atropelada em novembro de 2024, no Jardim América, em Goiânia.
Após cerca de oito horas de julgamento, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri reconheceu que o acusado agiu com dolo eventual. A pena foi fixada em 8 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.
Ithalo respondia ao processo em liberdade, mas deixou o plenário preso após a condenação.
Acidente aconteceu em novembro de 2024
Segundo a denúncia apresentada pelo MPGO, o acidente aconteceu por volta das 5h10 do dia 11 de novembro de 2024, no cruzamento da Rua C-148 com a Avenida T-9, no Jardim América.
De acordo com a perícia apresentada durante o processo, o acusado conduzia o veículo após consumir bebida alcoólica e em velocidade superior ao limite permitido na via. Ele também teria avançado o sinal vermelho momentos antes de atingir a traseira de uma motocicleta de aplicativo.
Rosângela estava na garupa da motocicleta e seguia para o trabalho quando ocorreu a colisão. Ela morreu ainda no local em razão dos ferimentos provocados pelo impacto.
Após a batida, o veículo conduzido pelo acusado percorreu cerca de 200 metros até parar. Segundo a denúncia, Ithalo deixou o carro e fugiu do local.
Além da acusação relacionada à morte de Rosângela, ele também respondia pela fuga do local do acidente, prevista no artigo 305 do Código de Trânsito Brasileiro.
Defesa tentou mudar classificação do crime
Durante o julgamento, a defesa tentou desclassificar a acusação de homicídio para homicídio culposo, quando não há intenção de matar nem assunção do risco de provocar a morte.
A tentativa, no entanto, foi rejeitada pelo Conselho de Sentença, que reconheceu o dolo eventual.
Nesse tipo de situação, entende-se que o acusado não necessariamente desejava provocar a morte, mas teria assumido o risco de que o resultado acontecesse.
Motociclista foi absolvido
O acidente também provocou lesões no motociclista Paulo César Soares Ferreira, que conduzia a motocicleta em que Rosângela estava.
Em relação às lesões corporais sofridas pelo motociclista, Ithalo foi absolvido.
O julgamento ocorreu na 3ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Criminal de Goiânia, e teve início às 8h30, com encerramento às 16h30.
O Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Luís Guilherme Martinhão Gimenes, responsável pela denúncia apresentada contra o acusado.
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