Entregadores de aplicativos paralisam atividades e recusam pedidos em Goiânia
Categoria reivindica pagamento mínimo de R$ 10 por corrida curta e valor de R$ 2,50 por quilômetro percorrido
Entregadores por aplicativos de Goiânia aderiram à paralisação nacional conhecida como “Breque Geral dos APPs” e passaram a recusar corridas nesta terça-feira (1º). O movimento afeta principalmente as entregas de alimentos na capital.
A manifestação foi convocada por meio das redes sociais como forma de pressionar as plataformas por mudanças na remuneração e nas condições de trabalho da categoria. Durante a mobilização, entregadores que aceitaram pedidos foram abordados por outros trabalhadores que participavam do protesto. Em alguns pontos, as tentativas de convencimento geraram discussões e momentos de confusão entre os profissionais.
Até o momento, não há informações sobre bloqueios permanentes de vias ou ocorrências mais graves relacionadas aos desentendimentos.
Categoria pede valor mínimo de R$ 10
Uma das principais reivindicações é a criação de um pagamento mínimo de R$ 10 para corridas consideradas curtas. Os trabalhadores também defendem a remuneração de R$ 2,50 por quilômetro percorrido. Segundo os organizadores, os valores oferecidos atualmente pelas plataformas não acompanham o aumento das despesas necessárias para realizar as entregas.
Entre os principais custos apontados estão combustível, manutenção de motocicletas e bicicletas, pneus, troca de óleo, alimentação e utilização de internet móvel.
Os manifestantes argumentam que, depois de descontadas essas despesas, parte das corridas oferece um retorno financeiro considerado insuficiente.
Entregas de comida são afetadas
A paralisação poderá aumentar o tempo de espera dos consumidores, sobretudo nos pedidos feitos a restaurantes. A disponibilidade de entregadores também pode variar conforme a região da cidade e o número de profissionais que aderiram ao movimento. Os estabelecimentos que dependem das plataformas para enviar pedidos aos clientes também podem sofrer impactos durante o protesto.
A orientação para os consumidores é acompanhar a previsão informada pelo próprio aplicativo antes de confirmar a compra. Restaurantes que possuem entregadores próprios poderão manter o atendimento normalmente, conforme a disponibilidade de cada estabelecimento.
Movimento tem alcance nacional
O “Breque Geral dos APPs” foi organizado nacionalmente e busca reunir entregadores de diferentes cidades em torno das mesmas reivindicações. Além dos valores mínimos por corrida e quilômetro, o movimento pretende chamar a atenção das empresas para as condições enfrentadas pelos profissionais durante a jornada.
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