quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Comércio

UE mantém suspensão a produtos de origem animal do Brasil enquanto avalia novos controles

Auditoria europeia sobre as cadeias de frango e mel termina nesta sexta-feira (4/9), mas eventual liberação ainda dependerá de análise das autoridades do bloco

Eduardo Silvapor em
União Europeia pode barrar carne do Brasil a partir de setembro
(Imagem: Rodney Costa/FAEMG)

A União Europeia mantém suspensas as autorizações para a entrada de determinadas categorias de produtos de origem animal brasileiros, mas a medida ainda pode ser revista. Uma auditoria realizada nesta semana nas cadeias nacionais de produção de frango e mel deve ser concluída nesta sexta-feira (4/9). Depois da inspeção, os dados serão avaliados pelas autoridades europeias, em um processo que pode levar cerca de dois meses.

O impasse está relacionado às regras do bloco para o uso de antimicrobianos na criação de animais. A legislação europeia impede que essas substâncias sejam empregadas como promotores de crescimento e restringe o uso de medicamentos reservados ao tratamento de seres humanos. Em maio, a UE retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinadas categorias de produtos, alegando que não havia recebido garantias suficientes sobre o cumprimento dessas exigências.

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A restrição alcança produtos de bovinos, equídeos, aves, aquicultura, mel e tripas, além de categorias como carne suína, pescados e ovos. Para tentar atender às exigências, o Ministério da Agricultura proibiu, em abril, o uso de antimicrobianos como avoparcina, virginiamicina e bacitracina. Em junho, o governo apresentou um protocolo de rastreamento que acompanha os animais desde o nascimento até o abate para comprovar o cumprimento das normas.

A eventual retomada das exportações também dependerá do tempo necessário para adequação de cada cadeia produtiva. Na pecuária bovina, o ciclo completo pode levar de 24 a 36 meses, enquanto a criação de frangos dura aproximadamente 45 dias. Argentina, Paraguai e Uruguai continuam autorizados a vender produtos de origem animal ao mercado europeu. Segundo a Comissão Europeia, a reabertura poderá ocorrer após a comprovação de conformidade dos controles brasileiros.

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