Maduro pede à Justiça dos EUA para arquivar acusações e alega imunidade presidencial
Defesa sustenta que tribunais americanos não têm jurisdição para julgar ex-presidente venezuelano; julgamento está previsto para junho de 2027
A defesa de Nicolás Maduro pediu à Justiça dos Estados Unidos o arquivamento das acusações de tráfico de drogas apresentadas contra o ex-presidente da Venezuela. Os advogados alegam que ele tinha imunidade como chefe de Estado no período relacionado aos crimes atribuídos a ele e que o tribunal de Nova York não teria competência para conduzir o processo. Maduro está preso nos EUA desde janeiro, após ser capturado em Caracas durante uma operação militar americana.
O venezuelano, de 63 anos, responde a quatro acusações, entre elas a de narcoterrorismo. Em documentos apresentados ao tribunal, a defesa afirma que não há precedente nos EUA para o julgamento criminal de um líder estrangeiro que fosse reconhecido internamente como chefe de Estado quando os fatos imputados ocorreram. A esposa de Maduro, Cilia Flores, de 69 anos, também está detida e aderiu aos argumentos apresentados pela defesa.
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Na primeira audiência do caso, realizada em 6 de janeiro, Maduro negou as acusações e afirmou continuar sendo o presidente venezuelano. Na ocasião, ele também se definiu como “prisioneiro de guerra”. O político chegou à Presidência em 2013, após a morte de Hugo Chávez, e suas reeleições de 2018 e 2024 não foram reconhecidas pelos Estados Unidos e por outros países, que apontaram suspeitas de fraude nos pleitos.
O juiz Alvin Hellerstein deve analisar o pedido da defesa em uma audiência marcada para 17 de novembro. Maduro e Flores permanecem em uma unidade prisional no Brooklyn, sob regras rígidas de comunicação e sem acesso a jornais ou internet. Segundo uma fonte próxima ao ex-presidente, ele pode falar com familiares e advogados por cerca de 300 minutos mensais. Recentemente, imagens do venezuelano circularam nas redes sociais, enquanto o filho dele afirmou que Maduro está bem de saúde e tem dedicado parte do tempo ao estudo da Bíblia.
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