Celina Leão destaca independência das mulheres em discurso do 7 de Setembro
Governadora do DF relacionou a data da Independência do Brasil a políticas voltadas para mães, mulheres vítimas de violência e famílias atípicas
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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, aproveitou o discurso de 7 de Setembro para relacionar a Independência do Brasil à busca por autonomia e segurança das mulheres. Durante a fala, a governadora citou medidas voltadas para creches, mães atípicas, famílias de pessoas com doenças raras e mulheres em situação de violência.
Celina Leão afirmou que a gestão pública precisa considerar os efeitos das decisões na vida da população. “Eu aprendi que governar é entender que cada decisão que a gente toma aqui, chega na vida de alguém lá fora”, declarou.
A governadora também destacou a rotina de mulheres que acumulam responsabilidades familiares e profissionais. “Antes do sol raiar, milhares de mulheres no DF já resolveram um monte de problemas”, disse Celina Leão, ao mencionar tarefas como cuidar dos filhos, trabalhar, administrar a casa e acompanhar familiares.
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Creches e apoio às mães atípicas
Entre os temas abordados, Celina Leão citou a oferta de vagas em creches no Distrito Federal. A governadora afirmou que a fila, que chegou a 24 mil crianças, está “praticamente zerada”.
Durante o discurso, uma mãe também relatou a importância de conseguir uma vaga para o filho. “Dá bastante liberdade de trabalhar tranquilamente”, afirmou.
Celina Leão anunciou ainda a autorização para a construção de seis novas creches. As unidades estão previstas para a Colônia Agrícola São José, em Planaltina, Taquari, Paranauá Parque, Guará, Riacho Fundo II e Sobradinho.
“Creche não é só educação, creche é também independência para a mulher”, declarou a governadora.
Outro ponto citado foi o atendimento às mães atípicas, que cuidam de filhos que demandam acompanhamento contínuo. Celina Leão mencionou o Centro de Referência para mães atípicas, chamado Centro TEIA, instalado na Asa Sul, próximo à estação do metrô 108.
Uma mãe que participou do discurso contou ter um filho com síndrome de Down e autismo. “É um desafio ser mãe atípica”, relatou. Ela também destacou o atendimento recebido no centro. “O apoio que a Celina tem dado para as mães atípicas é a gente ser visto como pessoa.”
Celina Leão afirmou que o governo pretende inaugurar uma unidade do Centro TEIA em Taguatinga e construir outras cinco unidades no próximo ano. A governadora também citou a Casa da Mãe Atípica, prevista para ser entregue ainda neste ano no Parque da Cidade.
Violência contra a mulher e doenças raras
O discurso também abordou medidas de proteção às mulheres vítimas de violência. Celina Leão citou o programa Viva Flor, que permite o acionamento rápido da polícia por mulheres em situação de risco.
“Tem coisa que nenhuma mulher deveria sentir. Medo. Medo de andar na rua, de esperar o ônibus, de voltar para casa”, afirmou.
A governadora também mencionou o atendimento a mulheres que precisam deixar ambientes onde sofrem violência. Uma mulher relatou a dificuldade de encontrar um local para onde pudesse ir. “Eu vou para onde?”, questionou.
Na área da saúde, Celina Leão destacou ainda o projeto de um futuro hospital de doenças raras no Distrito Federal. A governadora classificou a iniciativa como um projeto de importância pessoal e citou a necessidade de oferecer às famílias um espaço de atendimento e convivência.
Ao final do discurso, Celina Leão relacionou a independência das mulheres à possibilidade de cuidar da família sem abrir mão da própria vida.
“Independência também é ter liberdade para cuidar da família sem deixar de cuidar de si. É ter oportunidade, segurança e apoio para seguir em frente”, afirmou em mensagem publicada sobre o 7 de Setembro.
Celina Leão também declarou que ainda existem desafios a serem enfrentados e afirmou: “Problema não se esconde, problema se enfrenta”.
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