André Mendonça diz que primeiros anos no STF foram de “muita infelicidade”
Ministro afirmou que cargo na Corte traz mais pressão e responsabilidade do que poder e fez alerta sobre dinheiro e busca por status
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), falou sobre as dificuldades e pressões de ocupar o cargo durante o Seminário Nacional da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel). Mendonça afirmou que os dois primeiros anos no Supremo foram marcados por “muita infelicidade” e disse que, caso a posição fosse seu ideal de vida, teria deixado a Corte no dia seguinte.
Segundo o ministro, chegar ao STF representa alcançar o ponto máximo do poder humano na área jurídica, mas isso não significa alcançar a felicidade. André Mendonça afirmou que a função impõe limitações pessoais, cobranças e momentos difíceis. Para o ministro, a rotina no Supremo representa “muito mais o ônus e a responsabilidade” do que poder ou qualquer tipo de privilégio.
Durante a fala, Mendonça também abordou a relação entre magistratura, dinheiro e padrão de vida. O ministro afirmou que a pretensão de um magistrado não deve ser ficar rico e alertou que a busca por poder ou dinheiro pode levar à frustração. “Não coloque seu coração no poder, não coloque seu coração no dinheiro, porque você vai se frustrar”, declarou.
André Mendonça disse ainda que, mesmo depois dos primeiros anos no tribunal, continua enfrentando pressões e desafios que o fazem desejar uma vida mais normal. O ministro afirmou que a experiência exige reconhecer as próprias limitações e buscar ajuda diante das dificuldades. “Na essência, o que eu quero dizer para vocês? Não coloque seu coração no poder”, afirmou.
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