Vitor Hugo diz estar animado com campanha em Goiás e destaca vínculo com Bolsonaro
Ao Momento Político, vereador diz estar confiante na campanha, defende Wilder Morais ao governo e afirma que Escudo Feminino é constitucional
Bruno Goulart
O vereador de Goiânia e candidato a deputado federal pelo PL, Major Vitor Hugo, aposta na relação construída com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar retornar à Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. Ao programa Momento Político, do O HOJE, Vitor Hugo afirmou que a proximidade com Jair Bolsonaro (PL), iniciada antes da chegada do ex-presidente ao Palácio do Planalto, continua sendo um dos principais elementos de sua atuação política. “Eu já sou próximo pessoalmente do presidente Bolsonaro, amigo dele, desde 2015”, afirmou.
Emendas
Segundo Vitor Hugo, foram quase R$ 400 milhões em emendas destinadas a cerca de 200 cidades. O candidato citou recursos para saúde, segurança pública, Corpo de Bombeiros e obras de infraestrutura. Entre os exemplos estão equipamentos para a Policlínica de Posse, recursos para a Regional da Polícia Civil em Caldas Novas, para o Corpo de Bombeiros de São Luís de Montes Belos, além da Casa da Mulher Brasileira, em Goiânia, e da retomada das obras do Anel Viário de Jataí. “Para além do combate ideológico e da proximidade com o presidente Bolsonaro, nós temos trabalho real prestado”, afirmou.
Além disso, o candidato disse perceber uma lembrança do eleitorado de sua passagem pelo Congresso, principalmente no interior. Vitor Hugo afirmou que, em algumas cidades, ainda é chamado de deputado federal. A situação, segundo o vereador, seria resultado da atuação nacional e da identificação com Bolsonaro. “Uma vez deputado, sempre deputado”, brincou, ao relatar a forma como é tratado por alguns eleitores.
Apesar da confiança, Vitor Hugo evitou declarar que considera a eleição definida. O candidato disse que pretende trabalhar até o último dia de campanha e estabeleceu como principal objetivo garantir uma das 17 cadeiras de Goiás na Câmara. “Não tenho a pretensão de ser o mais votado. Quero ser eleito, estar entre os 17”, declarou. Para isso, aposta na votação distribuída por diferentes regiões do Estado. Em 2018, quando foi eleito deputado federal, Vitor Hugo afirma ter recebido votos em 244 municípios. Já na disputa pelo governo de Goiás, em 2022, diz ter sido votado nos 246 municípios.
Apoio a Flávio
Nesse cenário, o candidato também revelou que pretende atuar em Brasília para fortalecer uma eventual bancada ligada ao bolsonarismo. Vitor Hugo afirmou que, caso seja eleito, pretende ajudar o senador Flávio Bolsonaro na construção de uma base de apoio na Câmara. “Quero ser eleito para poder ajudar o Flávio Bolsonaro a ter uma base consolidada na Câmara”, disse.
Wilder
Na disputa pelo governo de Goiás, o candidato declarou apoio ao senador Wilder Morais, do PL. Vitor Hugo afirmou que conhece Wilder desde a eleição de 2022, quando os dois disputaram cargos diferentes — Vitor Hugo para governador e Wilder para senador. O vereador elogiou a trajetória empresarial do candidato e disse enxergar nele perfil de gestor. “O Wilder é um estrategista nato”, afirmou. Vitor Hugo também declarou que percebe crescimento da candidatura e espera que o senador consiga chegar ao segundo turno, se não vencer no primeiro.
Não sou bolsonarista
Ao mesmo tempo, Vitor Hugo fez questão de definir sua própria posição política. Apesar da proximidade com Bolsonaro, afirmou que não se considera bolsonarista. “Eu não sou bolsonarista. Sou um conservador e não nego isso para ninguém. Sou um legalista, um cara que respeita a Constituição e as leis”, declarou. O vereador também criticou o PT e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu mudanças na relação entre os Poderes. Para Vitor Hugo, seria necessário promover um “realinhamento” entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
Escudo Feminino
Outro tema central da entrevista foi o chamado Escudo Feminino, lei aprovada pela Câmara de Goiânia e defendida por Vitor Hugo. A proposta estabelece um programa de proteção para mulheres vítimas de violência, com etapas que incluem apoio psicossocial e jurídico, aulas de defesa pessoal e acesso a equipamentos de proteção. Em situações consideradas extremas, a legislação prevê a possibilidade de custeio de arma de fogo pelo município, seguindo critérios e a legislação federal.
Vitor Hugo afirmou que a medida é constitucional e negou que a lei esteja criando novas regras para porte ou aquisição de armas. “Não estamos criando novas hipóteses de porte nem novas hipóteses para aquisição de arma de fogo”, afirmou. Segundo o vereador, o programa seria escalonado e a arma de fogo ficaria restrita a casos extremos, envolvendo processo criminal contra o agressor, medida protetiva de urgência e violação dessa medida.
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