segunda-feira, 26 de outubro de 2026
JULGAMENTO NO STF

Gilmar Mendes cita “viés político-eleitoral” em investigação e bate-boca com André Mendonça no STF

Ministro do STF questionou o tratamento dado a integrantes da Corte no caso Banco Master e provocou reação de André Mendonça durante a sessão

Luma Silveirapor em
gilmar mendes

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), questionou nesta terça-feira (15) o tratamento dado a diferentes ministros citados em materiais relacionados à investigação envolvendo o Banco Master. Durante o julgamento, Mendes afirmou que existem elementos públicos relacionados a outros integrantes da Corte que, segundo ele, não teriam recebido o mesmo tipo de atenção destinado ao ministro Kassio Nunes Marques.

Segundo Gilmar, o relatório de inteligência registra uma postura defensiva do relator, André Mendonça, em relação a Kassio Nunes Marques, inclusive com uma orientação para que a Polícia Federal ficasse atenta a eventuais imputações contra o ministro que pudessem ser utilizadas para enfraquecê-lo.

O ministro afirmou, porém, que teve conhecimento de outros elementos envolvendo integrantes do STF, inclusive informações extraídas de aparelho de um dos principais investigados. Questionado por André Mendonça se havia visto esse material, Gilmar respondeu que tinha conhecimento. Segundo ele, por iniciativa do ministro Cristiano Zanin, foi solicitado acesso aos dados do telefone.

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Na avaliação de Gilmar, o principal problema é institucional. “A pergunta não é saber se esse ou aquele ministro deve ser investigado. A pergunta é se continuaremos a admitir que investigar…” disse, antes de ser interrompido pela dinâmica da sessão.

Em seguida, o ministro elevou o tom ao afirmar que haveria um “viés político-eleitoral” na forma como o tema foi conduzido. Gilmar citou, entre outros pontos, a escolha do dia 7 de setembro para determinadas ações relacionadas ao caso.

“É evidente, e até as pedras sabem, que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido”, afirmou.

A declaração provocou reação de André Mendonça, que classificou a fala como “leviana” e pediu que o ministro não apontasse o dedo para ele. O episódio gerou um momento de tensão durante a sessão, com integrantes da Corte pedindo respeito e tranquilidade para que o julgamento prosseguisse.

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